terça-feira, 5 de maio de 2015

A New Life Second Season - Capítulo 4.





POV Julie. 

Não foi fácil ver a tia Lily do jeito que ela estava, não mesmo. Eu estava ouvindo os gritos dela do meu quarto, tive que descer, ela é uma das pessoas que eu mais tenho contato também, e sem contar que ela poderia ter perdido o pequeno Liam pelo desespero que ela fez.

Assim que meu pai e Ryan se trancaram no escritório, eu e Lily fomos para o meu quarto. 

Fiquei com ela deitada em minha cama lembrando de minha mãe, Lily chorava as vezes lembrando das duas, mas nada comparado a antes, ela estava em estado de choque, completamente fora de si. 

- Julie, você precisa achar a sua mãe! - ela disse e eu a olhei. 

- E eu vou acha-la. 

[...]

Lily não se sentiu muito bem, e Ryan a levou para o hospital, meu pai estava no escritório com Christian e o mané. 

Bati na porta do escritório e fui entrando sem obter respostas se podia ou não entrar. 

- Eu quero ajudá-los a encontrar a minha mãe, e se não for com vocês, faço tudo por conta própria, vocês que decidem. - fui direto ao ponto. 

Meu pai me olhava com as sobrancelhas levantadas e os outros dois tinha sorrisos de tristeza em seu rosto. 

- Vocês mais do que ninguém sabem do que eu sou capaz, e pela minha mãe eu fico pior o dobro do que já sou. 

- Julie, não é assim, é algo que você nunca fez, você só treinou, nunca entrou em prática e ... - interrompi o meu pai dizendo:

- Para tudo de sem uma primeira vez, e eu estou falando sério, não vou ficar parada quando a minha mãe esta por qualquer lugar do mundo correndo risco de vida. - disse tudo e me sentei no sofá. - E ai, qual vai ser? Vou ou não vou ajudar vocês? 

Eles se entreolharam e ficaram quietos. 

Eu já estava determinada a fazer isso, sei que desde os meus quinze anos eu treino e que isso não é o mesmo de agir em uma "missão" como essa, mas eu quero, pela minha mãe eu faço tudo, e eu não estou brincando quando disse que fária sozinha. 

- Tudo bem, mas você vai estar sempre, sempre no nosso campo de visão, nada de bancar a espertinha e esconder coisas de nós, nada de ficar por ai sozinha procurando esse cara, ouviu? - meu pai disse e eu assenti. 

- Bom, voltando ao que eu estava falando... - Christian disse. - os caras não acharam nada perto do carro da Susan, os filhos da puta são profissionais. 

- PORRA! - meu pai xingou.

- Pai, a mensagem que você disse que recebeu, já tentou rastrear o número? - eu disse e ele me olhou incrédulo. 

- Porra Christian, nem você pensou nisso. - meu pai disse

Meu pai pegou o celular e passou o número para Christian que ficou mexendo no seu notebook

Christian ficou mais de meia hora com o notebook em suas pernas e até agora não disse nada que pudesse ajudar a achar a minha mãe.

- E ai Christian, vai demorar mais? - meu pai perguntou já impaciente. 

- Calma ai cara, não é assim não, isso demora. - Chris respondeu. 

Comecei a bater os meus pés no chão, faço isso quando estou ansiosa. 

- Para Julie! - meu pai pediu. 

Deixei meus pés quietos e meu celular começou a tocar, olhei para o visor e estava escrito: "A vadia mais santa", o que Isabeli quer agora?

- Fala rápido que estou ocupada! - eu disse. 

- Calma gatinha, to ligando para te avisar que vou passar ai na sua casa as dez horas da noite para irmos em uma boate, não aceito um não como resposta, beijos. - ela disse e desligou na minha cara. 

Como eu odeio quando Isabeli faz isso, puta que pariu. Era para dizer rápido, mas não tão rápido assim. 

- Quem era? - meu pai perguntou. 

- Isabeli.

- Consegui! - Christian gritou e nós o olhamos. 

- Esta aqui em Atlanta, vamos lá? - Christian perguntou e me deu uma vontade de socar a cara dele com a pergunta idiota que ele fez. 

- É ÓBVIO NÉ? - eu disse alto e eles me olharam. 

- Vamos Christian, quero trinta homens prontos, vamos sair em dez minutos, só o tempo de pegar as armas. - meu pai disse e eu me levantei do sofá. - Ligue para Chaz e Ryan, dê as coordenadas para eles, e eles encontram com a gente lá. 

[...]

Estamos a caminho do local onde a minha mãe pode estar, o lugar é bem distante, no meio do mato, típico local de esconderijos. 

Depois de uma hora, nós paramos onde o ponto vermelho no mapa do rastreador localizou o celular, e bom, não tem absolutamente nada aqui, só mato.

- FILHO DA PUTA! - meu pai xingou. 

- Calma, acho que a gente precisa achar o celular, pode ter pistas. - eu disse e meu pai respirou fundo. 

- Quero que todos procurem pelo celular. - meu pai disse no rádio para todos os seguranças. 

- Ok chefe! - todos os trintas homens disseram uníssono. 

Já estaão procurando à vinte minutos a porra do celular

- Eu vou voltar para casa, não aguento mais ficar aqui. - meu pai disse passando a mão no cabelo e indo em direção ao carro. 

- ACHEI! - um dos homens gritou e veio até o meu pai. - Aqui chefe! - ele disse entregando o celular. 

Meu pai deu três tapinhas no ombro do cara e disse pelo rádio que era para todos voltarem para mansão. 

Entramos dentro do carro e partimos em direção a mansão. 

- Esse celular tem que nos dar informações. - eu disse e meu pai assentiu. 

Estou tão preocupada com tudo isso, que não consigo pensar em mais nada, nada mesmo! 

- O que Isabeli queria? - meu pai perguntou e eu bufei por lembrar do que a vadia tinha feito. 

- Quer que eu vá em uma boate com ela, não estou nem um pouco afim. - eu disse e meu pai riu. 

- Vá com ela, não deixe sua amiga ir sozinha. - eu pai disse e eu revirei os olhos. 

- Pai você sabe muito bem que eu não estou com cabeça para isso. 

- Por isso mesmo Julie, você precisa distrair a cabeça, amanhã Christian já deve saber nos dizer se tem algo no celular que nos ajude a achar a sua mãe! 

- Senhor Justin Bieber, eu já te falei que você é muito insistente? - eu disse e ele riu. 

- E eu já te falei que você, Julie Angel Bieber, é como eu? - ele disse e eu ri também. 

Acho que se eu estivesse sem meu pai, não aguentaria, por mais machão, grosso, ignorante, e tudo mais que ele é, ele esta me ajudando muito, e bom, eu acho que também estou o ajudando, agora mais do que nunca, precisamos um do outro. 

[...]

Chegamos em casa, e eu fui direto para o meu quarto. 

Entrei no banheiro e coloquei a banheira para encher. Me despi e coloquei o roupão.  

Voltei para o quarto e me joguei na cama. 

Meus pensamento voltaram em minha mãe. 



- Minha bebê esta ficando velha hoje! - ela disse e beijo a minha testa. 

- Qual foi mãe, já deixei de ser uma bebê a muito tempo. - disse e nós duas rimos. 


- Minha Angel! - ela disse e eu sorri.


- Porque Angel? Eu não sou nem de longe um anjo!


- E quem disse? Você é meu anjo, meu anjo da guarda, só meu! - ela disse e eu ri. 


- Gosto de ter só você me chamando de Angel, me sinto importante para você, como você é para mim. Todos me chamam de Julie, até eu mesma! - ri e ela riu junto comigo. 


- Você é tudo para mim Angel, eu faria de tudo para te proteger. Mesmo que eu saiba que é mais fácil você me proteger do que eu te proteger. - gargalhei depois dessa. 


- Você já cuidou muito de mim mãe, esta na hora de eu cuidar de você! - eu disse e os olhos dela começaram a marejar. - Qual foi mãe, vai chorar é? 


- Eu te amo, mãe! 


- Eu te amo muito minha filha, nunca se esqueça disso! - ela disse e me levantei de seu colo para abraça-la. 



- Eu nunca vou me esquecer disso mãe! - pensei alto depois de me lembrar da nossa conversa antes dela ser sequestrada. 

Uma única lágrima escorreu do meu olho, tratei de secá-la rápido e me levantei indo em direção ao banheiro novamente. 

Desliguei a torneira que enche a banheira e tirei o roupão ficando nua. Entrei dentro da banheira em tentei relaxar um pouco. Meu corpo esta todo tenso. 

[...]

Depois de uma hora eu sair do banheiro, nem percebi que estava a muito tempo, minhas mãos e meus pés ficaram enrugados por causa do tempo que fiquei na água.

Fui para o meu closet e coloquei apenas uma calcinha e um blusão, não gosto de ficar com muita roupa, gosto de me sentir livre, e roupa me aperta, não sei explicar o motivo de eu não gostar de usar roupa. 

Me joguei na minha cama, liguei o ar condicionado e tentei dormir. 

[...]

Acordei com o meu celular tocando, nem me dei o trabalho de olhar para ver quem é que estava me ligando. 

- Alô. - disse com a voz ainda rouca por causa do sono. 

- Acorda e vá se arrumar, eu sabia que estaria dormindo! - ouvi a voz chata de Isabeli. 

- Garota, você não tem mais ninguém para perturbar não? - eu disse irritada. 

- Anda Ju, já são nove horas da noite, você tem uma hora para ficar pronta. - ela disse e eu levantei da cama indo em direção ao closet. 

- Tchau Isabeli. - desliguei o celular. 

Olhei os meus vestidos, e resolvi ir de saia, não sei porque, mas me deu vontade de ir de saia, ganhei algumas roupas no meu aniversário, a maioria foi Isabeli quem me deu, eu sabia que dela não ganharia nada preto, só croppeds floridos, blusas coloridas, saias de todos os tipos e de todas as cores, pois é, ela estava realmente disposta a mudar o meu closet. 

Até que eu gostei, mas nada substitui os meus bebês pretinhos, ai como eu amo minhas roupas pretas. 

Vesti todas as saias que eu pensei em usar, mas nenhuma me deixou satisfeita, optei por colocar um vestido mesmo. 




[...]

Já estava finalizando o meu cabelo quando Isabeli entrou dentro do quarto. 

- Nossa, você esta gata, se eu tivesse um pênis entre as pernas eu te comia. - ela disse e eu gargalhei. 

- Se eu quisesse né? E pode ter certeza que não iria querer, até porque, se sem o pênis você já é galinha, imagina com o pênis, iria sair comendo qualquer uma. - eu disse e ela abriu a boca para demonstrar que estava ofendida, mas logo riu. 

- Estou pronta. - eu disse e Isabeli levantou as mãos para cima. - Vamos no meu carro. - eu disse e ela bufou assentindo. 

Peguei a minha arma e coloquei dentro da carteira de mão que eu estava. 

- Não acredito que vai levar uma arma para boate, esta louca Ju? - Isabeli perguntou incrédula. 

- Sempre levo, e vamos logo antes que eu desista. - eu disse e ela revirou os olhos saindo do meu quarto. 

[...]

Fomos na minha Lamborghini amarela, eu estava a 200km/h. 

- Porra Julie, vai acabar com o meu cabelo. - Isa reclamou da velocidade. 

- Até parece que não esta acostumada. - eu disse ela revirou os olhos. 

- Sabe, eu chamei uns garotos para nos fazer companhia. - assim que ela disse isso eu freei o carro e Isabeli quase deu de cabeça no parabrisa da Lamborghini.

- É O QUE? Eu sabia Isabeli, sabia que tinha homem no meio, você é uma filha da puta! - eu disse e ela colocou as mãos no peito pelo susto que levou da freada brusca que eu dei. 

- Calma Julie, porra, é só para nos fazer companhia. - ela disse e eu revirei os olhos. 

- Vou voltar para casa. - eu disse e ela segurou as minhas mãos. 

- Não vai não, pode indo para a boate, AGORA! - ela deu ênfase no "agora".

- Você é uma vadia mesmo! - eu disse e continuei indo em direção a boate. 

[...]

Estávamos dentro da boate e Isabeli estava que nem uma virgem, toda nervosa, só porque os caras que ela chamou ainda não chegaram. 

- Ai meu Deus, será que eles não vão vir? - ela me perguntou pela décima vez. 

- Tomara que não. - e eu respondi a mesma coisa pela décima vez. 

Isabeli me deu língua, muito babaca.

Já estávamos a meia hora naquela boate, já virei cinco doses de whisky. 

Isabeli estava me irritando com as perguntas que ela fazia sobre os meninos, ou até mesmo dizendo que eu vou gostar do tal "Adam" eu nem conheço o garoto. 

- Isa? - ouvimos uma voz grossa chamar pela Isa atrás de nós. 

Isa virou para trás e eu fiz o mesmo. 

- TAYLOR! - ela gritou e pulou em cima do cara que falou. 

Fiquei olhando para o garoto que estava do lado do tal, Taylor, e meu Deus, ele é bem atraente. 

Acho que Isabeli tinha razão quando disse que eu iria gostar.


Continua...

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