quinta-feira, 30 de julho de 2015

Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 26: Next to you.

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 26 - Next to you.

“A longa distância apenas serve para unir o nosso amor.
A saudade serve para me dar
a absoluta certeza de que ficaremos para sempre unidos...”

- Oh meu Deus! – finalmente Jillian disse algo. Bebi o meu cappuccino esperando a reação dela passar.
- Puta merda, Justin. Eu... Oh meu Deus! – Jillian disse mais alto.
Eu sei que isso é um pouco incrédulo, mas meu Deus, Jillian está exagerando.
- Jillian – revirei os olhos – Vai me ajudar? – perguntei.
- Aqui está seu cappuccino, Jill. – Hanna disse colocando o cappuccino na frente de Jillian que apenas assentiu. Hanna voltou para o balcão e Jillian ainda me olhava incrédula.
- Jillian... – chamei por ela que piscou os olhos algumas vezes seguidas.
- Eu vou te ajudar, claro que eu ajudo. Eu estou tão incrédula, Justin você é um idiota. – arqueei uma das minhas sobrancelhas não entendendo o motivo de ser chamado de idiota.
- Acho que isso não foi legal. – falei tomando mais um gole do meu cappuccino.
- Desculpa, foi um elogio. – ela disse e eu ri.
- Nossa, que elogio. – ironizei.
- Ok, no que você está pensando em fazer? – perguntou tomando o seu cappuccino.
- Na verdade eu não tenho ideias concretas, só quero que seja a noite e em um lugar reservado, nada muito movimentado, quero estar à vontade com ela – aviso.
- Entendi, podemos pensar no que fazer, eu tenho várias ideias. – Jillian disse e eu sorri assentindo. – Você está pensando em pedir ela em namoro quando?
- O mais rápido possível, não quero perder mais tempo. – aviso e Jillian me olha com um sorriso satisfeito no rosto.

Candice Hughes’s P.O.V.
Eu ainda estou sorrindo, meu Deus eu nunca fiquei tão feliz na minha vida, a noite passada foi perfeita, sabe quando você se sente perdida, e então alguém aparece e muda a sua vida, te faz perceber que você não está só e que tem um porto seguro? Eu me sinto assim com o Justin.
Os meus pais, a Jill e os meus outros amigos, eles sempre me fizeram bem, mas é totalmente diferente, eu precisava de alguém para preencher a minha vida amorosa, e eu encontrei o Justin. De uma maneira totalmente errônea e imprevisível, mas eu o encontrei. E agora eu não quero mais ninguém além dele.
Por isso eu acho que tudo acontece com um propósito, se eu não tivesse ido naquele dia na boate, eu não teria o encontrado, não me arrependo de nada que fiz, e eu sinto que o Justin foi um erro, mas que agora é o meu acerto e eu não quero perde-lo.
- Dona Candice, eu vou indo. – Clarie disse me olhando com um sorriso no rosto.
- Não me chame assim Clarie, só Candice, por favor. – pedi e ela assentiu.
- Claro, Candice. – repetiu do jeito que pedi. Ri assentindo.
- Obrigada, Clarie. – agradeci e ela sorriu para mim, Clarie foi embora.
Agora eu estou sozinha de novo.
Peguei o meu celular e vi que eram três horas da tarde. Procurei pelo número da Jillian e liguei para ela.
- Jill? – perguntei assim que ela atendeu.
- Não, aqui é a mamãe Noel. – zombou da minha cara e eu revirei os olhos.
- O que está fazendo? – perguntei.
- Hm... Eu, eu estou com o Ryan. – falou um pouco nervosa.
- Está tudo bem? – perguntei.
- Uhum, porque não estaria? Olha só Candice, eu preciso desligar, não posso falar agora. – Jillian realmente está estranha, ela nem perguntou se estou bem ou coisa do tipo.
- Hm.. Ok, então.. – não pude terminar de falar porque ela me interrompeu dizendo:
- Ok, tchau. – e desligou o celular na minha cara.
Nossa, realmente tem algo de errado com a Jillian, ela não fala assim comigo, ainda mais depois que eu fiquei gravida, é toda protetora, carinhosa e atenciosa. O que aconteceu com a minha amiga?
Peguei o meu celular e procurei o número do Justin, sei lá, eu posso ligar para ele e dar a desculpa que liguei errado. Eu só não quero me sentir sozinha.
- Justin? – falei assim que ele atendeu.
- E ai, Cady. – me respondeu. Assim que ouvi a voz dele dei um sorriso enorme.
- Está muito ocupado? – perguntei.
- Muito, não posso falar agora. Aconteceu alguma coisa? Está tudo bem com você e o nosso filho? – perguntou preocupado e eu ri.
- Estamos bem. Eu não quero te atrapalhar, então, até depois. – falei e ele ficou em silêncio por alguns segundos.
- Até. – falou e desligou o celular. Ele parecia nervoso no celular, mas que merda, porque todo mundo resolveu ficar estranho logo hoje?
Eu detesto me sentir sozinha, preciso de companhia, o que eu vou fazer sozinha nessa casa?
Levantei do sofá e fui até o meu quarto, entrei no closet e procurei por um vestido branco de bolinhas pretas, coloquei uma jaqueta jeans com lavagem clara e nos pés eu calcei uma sapatilha preta. Prendi o meu cabelo em um rabo de cavalo e peguei uma bolsa qualquer. Eu vou até a cafeteria. Nada como um pedaço de torta de chocolate e uma cappuccino cremoso para me acalmar e me fazer mais feliz.

Justin Bieber’s P.O.V.
Estamos resolvendo o negócio do pedido de namoro. Jillian está nervosa porque acha que foi grossa com a Candice no celular e está me deixando mais nervoso do que já estou. Eu disse que ela não foi tão grossa, mas ela está cismada com isso, nós não poderíamos falar muito com a Candice porque senão ela iria atrapalhar tudo.
- Relaxa Jillian. Agora vamos resolver onde vai ser, Jardim Botânico ou no Geórgia Aquário? – perguntei indeciso.
- Justin, você tem que resolver isso, eu vou ficar encarregada de levar a Candice até você. – falou e eu revirei os olhos.
- Ela gosta de animais marítimos? Acho o Jardim muito clichê e o Aquário é bem mais inovador. – falei e ela riu assentindo.
- Então vai ser no Aquário, e Candice gosta de animais marítimos. Mesmo que não gostasse, ela iria começar a gostar porque você vai pedir ela em namoro, então não se preocupe muito com essas coisas, só o motivo basta para ela amar tudo. – me acalmou.
- Você acha que eu deva comprar uma aliança? Acho que pedido de namoro não precisa necessariamente ser uma aliança. Eu tenho trauma de aliança. – disse me lembrando do dia em que fui com Ryan comprar a aliança de noivado.
- Não, é um pedido de namoro e não de casamento. Justin, se acalme. – Jillian disse batendo no meu ombro.
- Eu vou ter que ajoelhar? Porque, nossa, fazer isso no meio de algumas pessoas vai ser meio constrangedor. – perguntei novamente, estou parecendo um marica.
- Pelo amor de Deus, você está me irritando! – Jillian revirou os olhos. – Faça da forma que quiser Justin.
- Eu vou tentar fechar um dos aquários para fazer o pedido, eles devem aceitar com dinheiro. – falei e ela concordou.
- Faça isso. Eu estou pensando em jogar umas pétalas de rosa vermelha pelo caminho até você. – falou e eu concordei.
- A iluminação tem que estar boa. – falei e ela concordou. – Podemos ver isso com o pessoal do aquário, vou pedir o melhor.
- Seria legal ter uma música no fundo, que tal? – perguntou e eu gargalhei.
- Sei lá, pode ser. – dei de ombro.
- Vamos logo resolver isso, temos pouco tempo. – falou e eu assenti.

Candice Hughes’s P.O.V.
Cheguei na cafeteria e o sino soou assim que entrei, me dirigi até a minha insubstituível mesa e me sentei. Hanna veio até a mim com um sorriso enorme.
- Nossa, não sei se é coincidência, mas hoje a Jillian também esteve aqui. – Hanna disse assim que chegou perto de mim.
- Sério? E ela estava sozinha? – perguntei.
- Não, estava com um homem, muito lindo por sinal. – falou e eu sorri, deve ser o Ryan.
- Sei, deve ser o namorado dela. Quer dizer, ficante. – desdenhei quando disse “ficante” e ri acompanhada de Hanna.
- Vai querer o mesmo de sempre? – perguntou e eu assenti.
- Por favor.
Hanna saiu em busca do meu cappuccino cremoso e do meu pedaço de torta de chocolate e eu fiquei apreciando a vista. Não que tivesse muito o que apreciar, mas no momento qualquer coisa é diferente e significante para mim.
- Aqui está o seu pedido. – Hanna disse colocando na minha frente o que eu sempre peço.
- Obrigada, Hanna. – agradeci.
- Fiquei sabendo que você se formou, como está a vida agora? – perguntou.
- Vou começar a pós, e depois vou tirar a minha carteira da CRP. Mas isso tudo só depois que o meu bebê nascer. – Falei e Hanna abriu a boca, ela ainda não sabia que estou gravida.
- Oh. Meu. Deus, você, você está grávida? – perguntou e logo deu um sorriso enorme.
- Sim, já estou quase no quarto mês. – falei e ela abriu a boca novamente.
- Meu Deus, Cady. Ai que lindo, meu Deus, estou tão contente por você. – Hanna não sabia demonstrar a sua felicidade.
Gargalhei e assenti.
- Obrigada, Hanna. – agradeci com um sorriso no rosto e passei a mão na minha pequena grande barriga.
O sino da cafeteria soou e Hanna se virou para a porta, logo voltou o seu olhar para mim como se me dissesse que precisava ir atender.
- Vai lá. – falei e ela assentiu indo até o cliente.
Tomei um gole do meu cappuccino e fechei meus olhos apreciando cada sabor que o mesmo me transmitia.
***
Cheguei em casa as cinco horas da tarde e fui direto para o banheiro, deixei a banheira enchendo e me despi colocando logo um roupão para me cobrir enquanto a banheira enche. Despejei alguns sais de banho na banheira e fui para o meu closet, peguei uma saia confortável e uma blusa bem larguinha, escolhi um conjunto de lingerie azul royal e voltei para o banheiro. A banheira já estava no ponto, desliguei a torneira e tirei o roupão, logo entrei dentro da banheira e fechei os meus olhos encostando a minha cabeça na quina da banheira.
Demorei alguns minutos, quase uma hora no banho, sai da banheira e coloquei a roupa que eu escolhi, voltei para o meu quarto e me deitei na minha cama. Ainda falta uma hora para o Justin chegar, acho que posso dormir, assim o tempo passa bem mais rápido.
Deitei na minha cama e fechei os meus olhos, estava quase pegando no sono quando ouvi a campainha soar. Merda!
Me levantei da minha cama, e fui até a porta, a campainha soou novamente. Caminhei até a sala e logo eu estava abrindo a porta. Jillian estava parada na minha frente com um sorriso idiota no rosto.
- Oi, temos que te arrumar, vamos sair. – falou rápido e eu arqueei minhas sobrancelhas.  
- Vamos aonde? – perguntei e ela entrou. Jillian fechou a porta e me puxou até o meu quarto, ela não me respondeu e já foi logo entrando no meu closet.
Segui até o meu closet e me encostei no batente da porta.
- Aonde vamos? – perguntei novamente e ela começou a cantarolar. – Jillian! – a repreendi.
- Você vai ver quando chegarmos lá. – avisou e eu revirei os olhos.
Jillian me jogou um vestido preto bem larguinho, pegou um blazer branco e me entregou.
- Vá se trocar. – falou e eu revirei os meus olhos. Tirei a minha roupa ficando apenas de lingerie.
- Adorei a lingerie, está perfeita. – falou e eu semicerrei meus olhos. - E essa bolotinha linda da tia? Ai que coisinha mais fofa. - disse passando a mão na minha pequena grande barriga. Pequena para os outros e grande para mim. 
Coloquei o vestido e logo depois o blazer. Calcei uma sapatilha preta e novamente prendi o meu cabelo em um rabo de cavalo.
- Venha, eu vou te maquiar. – Jill disse me puxando para fora do closet.
- Para que isso tudo? Onde vamos? – perguntei novamente e Jillian revirou os olhos.
- Cala a boca e espera. – foi ignorante e eu dei um tapa no braço dela por isso. – Ai, vadia! – reclamou.
- Seja gentil comigo, eu estou grávida. – Jillian gargalhou.
- Desculpa, senhorita Emotiva Na Gravidez. – zombou de mim e eu ri.
Jillian finalmente terminou de me maquiar, nada exagerado, até que ficou bem simples. Eu gostei.
- Vamos. – disse me puxando pelo braço. Revirei os olhos e tranquei a porta da cobertura, pois é, eu tenho a chave.
Entramos em um carro que eu conheço bem, é um dos carros da empresa do Justin, o que está acontecendo aqui?
- Porque estamos com esse carro? Não acredito que foi pedir isso ao Justin, Jillian. – falei irritadiça.
- Relaxa, eu não pedi. – só falou isso e deu a partida.
- Vou avisar a ele que estou com você. – falei pegando o meu celular.
- Não! – Jillian bateu na minha mão o que fez meu celular cair no chão do carro. – Não vai falar nada com o Justin, ele não precisa saber.
- Mas que merda, Jillian. Você está me assustando. – bufei e ela riu.
***
Avistei o aquário e sorri, eu adoro vir no aquário, e Jillian sabe bem disso. Só não entendo para que toda essa produção e essa merda de mistério.
- Pronto, chegamos. – falou e eu assenti. Sai do carro e esperei Jillian chegar ao meu lado. Jill pegou na minha mão e começamos a andar.
A mão de Jillian está suada e gelada, ela está nervosa e isso está me assustando mais ainda, que merda.
- Jill, você está me deixando nervosa. – falei e ela me encarou sem dizer nenhuma palavra.
Entramos no aquário sem pagar, o que me estranhou mais ainda, olhei para Jillian confusa e ela sorriu para mim. Começamos a caminhar pelo aquário, e nossa, ele está lindo essa noite, a iluminação deixa o ambiente muito mais amável. Havia pouquíssimas pessoas no aquário, o que é estranho também, já que é um ponto turístico perfeito. 
- Candice – Jillian parou de andar e me virou para ela, encarei seus olhos verdes que estão marejados e franzi meu cenho desentendida. – Eu quero que saiba que eu desejo tudo de maravilhoso para vocês, você merece tudo isso que está acontecendo. Eu torço muito pela sua felicidade, você sabe que além de melhor amiga eu sou sua irmã, e o que eu mais quero é que você seja feliz ao lado dele, eu sei o quanto você o ama, e sei também que ele é um idiota, mas que não te fará mal. Meu sobrinho tem os pais mais lindos do mundo, por favor, ele é idiota mas é um gostoso. – riu e eu acompanhei, já estava liberando algumas lágrimas mesmo não entendendo nada que está acontecendo, ela está falando do Justin, o que me deixa mais confusa ainda. – Ele hoje está fazendo a coisa mais certa que já fez na vida, acho que finalmente ele tomou jeito. Então amiga, segue em frente e seja feliz. Eu te amo! – Jillian disse e apontou para o grande corredor no aquário, era o que eu mais gostava porque o corredor é feito de vidro e eu posso ver vários peixes e espécies marítimas diferentes. Olhei para o chão e vi várias pétalas de rosas vermelhas.
Me coração começou a acelerar e minha mão foi direto para a minha boca, eu estou boquiaberta, não estou acreditando nisso.
- Vai logo. – Jillian me deu um leve empurrão e eu comecei a andar pelo corredor. Minhas pernas estão bambas e minha respiração descompensada, sem contar que o meu batimento cardíaco está a mil.
Caminhei pelo caminho de pétalas e pude ouvir uma música no fundo, bem bonita por sinal, prestei um pouco de atenção na letra.
"If you had my child
You would make my life complete
Just to have your eyes only on me
That'd be mine forever"
(Se você tivesse um filho meu
Você tornaria a minha vida completa
Só de ter os seus olhos todos para mim
E que eles seriam meus para sempre)
Sorri com a letra e meus olhos marejaram mais ainda, algumas lágrimas teimaram em cair e eu não me importei com isso, as deixei rolas sobre meu rosto.
"And baby everything that I have is yours
You will never go cold or hungry
I'll be there when you're insecure
Let you know that you're always lovely, girl
'Cause you are the only thing that I got right now"
(E, baby, tudo que eu tenho é seu
Você nunca sentirá frio ou fome
Eu estarei lá quando você se sentir insegura
Vou te dizer que você é linda, menina
Pois você é tudo que eu tenho agora)
"One day when the sky is fallin'
I'll be standing right next to you, right next to you
Nothing will ever come between us
I'll be standing right next to you, right next to you"
(Um dia, quando o céu estiver desabando
Pois eu ficarei ao seu lado, ao seu lado
Nada nunca ficará entre nós
Pois eu ficarei ao seu lado, ao seu lado)
"We're made for one another
Me and you
And I have no fear
I know we'll make it through"

(Nós fomos feitos um para o outro
Eu e você
E eu não tenho medo algum
Sei que vamos sobreviver)

 
Finalmente o grande corredor acabou, a música soava em meus ouvido bem baixa e o local estava completamente escuro, não conseguia ver muita coisa. Até que a voz dele dominou todo o local.
- Hoje eu me toquei do quanto você é importante para mim, na verdade eu já sabia disso desde o primeiro dia em que nos vimos, nos conhecemos de uma forma um tanto quanto estranha e embaraçosa, me lembro muito bem do dia em que você pisou no dinheiro e me xingou, você foi embora muito irritada com as minhas palavras, posso dizer que foi engraçado e entendo a sua reação porque eu fui mesmo um idiota. Mas eu quero te dizer, que agi daquela forma porque eu já estava ciente que você poderia mudar a minha vida de uma maneira drástica, e eu tenho medo de mudanças assim. Na verdade eu sou um cara que se acostuma muito fácil com as coisas, penso que: “se está bom, que continue assim” não ligo muito para essa coisa de que tudo tem que ser da maneira correta e perfeita. E isso foi até eu te conhecer, porque agora, eu quero ser o melhor para você e para o nosso filho. Eu disse para você que queria estar pronto para assumir um compromisso contigo, mas o que eu não percebi é que nós já temos um compromisso, nós já estamos juntos Candice, e eu quero concretizar isso, quero fazer o certo. Eu quero que hoje seja um dia especial para nós dois, quero aqui começar uma vida com você. – uma luz se acendeu e lá está ele, Justin está parado na minha frente com as mãos no bolso da calça, abri um sorriso enorme assim que o vi, minhas lágrimas estão deixando a minha visão embaçada, mas eu consigo vê-lo muito bem. Ele está perfeito, tudo está perfeito.
Ele se aproximou de mim e segurou na minha mão, sorriu para mim e depositou um beijo na minha têmpora. Justin se ajoelhou no chão e olhou para os meus olhos. Eu consigo ver o quanto ele está nervoso e ansioso ao mesmo tempo.
- Você quer namorar comigo? – perguntou e eu sorri assentindo.
- Eu quero, eu quero mais que tudo! – falei e ele se levantou, nos abraçamos, um abraço verdadeiro e intenso, inalei o perfume dele e abri um sorriso. Nos separamos e Justin juntou nossos lábios em um beijo.
Justin me puxou para mais perto dele, levou uma de suas mãos até a minha nuca, e intensificou mais o beijo. Coloquei a minha mão na nuca dele e acariciei a mesma, nós não queríamos cessar o beijo, com certeza esse é o mais sincero de todos os outros, senti os meus pulmões implorarem por ar, mas eu os ignorei.
Paramos o beijo e nos encaramos.
- Você está me fazendo o homem mais feliz do mundo. – ele disse baixo e me selou.
- Eu te amo, Justin. – sim, eu tive coragem o suficiente para admitir ama-lo, na verdade saiu, eu só disse, e foram as palavras mais sinceras, eu o amo, e agora ele sabe disso.
Justin abriu um sorriso enorme e me beijou novamente. Não esperei ele me dizer a mesma coisa porque eu sei que ele ainda não sente isso, mas eu também sei que um dia eu vou ouvir essas tão esperadas palavras.
Justin cessou o beijo e se separou de mim, ele colocou a mão no bolso e de lá tirou uma baixa de veludo vermelha. Olhei para ele que estava concentrado no que fazia, Justin abriu a caixa e uma linda pulseira preencheu os meus olhos. Justin tirou a pulsei da caixa e guardou a caixa novamente no bolso. Ele pegou a minha mão e estendeu a mesma para colocar a pulseira, percebi um lindo pingente de coração com pedras de diamante, e atrás do pingente está escrito as nossas iniciais e abaixo das iniciais está escrito “para sempre”. Eu amei a pulseira. Assim que ele terminou de coloca-la, sequei as minhas lágrimas e o abracei, selei nossos lábios e sorrimos entre o beijo.
- Minha namorada. – ele disse de maneira fofa, o que me arrancou uma risada.
- Meu namorado. – falei da mesma maneira e nos beijamos de novo. Justin acariciou as minhas bochechas e cessou o beijo com selinhos.
Eu estou me sentindo a mulher mais feliz e completa do mundo. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 25: Eu quero pedir ela em namoro.

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 25 - Eu quero pedir ela em namoro.

“Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...”

Nos separamos e sorrimos um para o outro, esse sem dúvidas está na lista dos melhores beijos que já recebi do Justin.
- Eu não sei o que dizer. – falei assim que desmanchamos os nossos sorrisos.
- Não precisa dizer nada, eu sei que está esperando por mim, e quero te dizer que você não é a única a esperar, tem algumas semanas que eu não fico com nenhuma outra mulher, então... – confessou.
Abri a minha boca e arregalei os meus olhos azul. Isso foi realmente a melhor coisa que eu poderia ouvir, Justin não está ficando com ninguém, ele está mesmo focado em ter algo comigo e isso me deixa muito aliviada.
- Vamos dançar? – perguntou e eu neguei.
- Acho que não vai querer que eu pise nos seus pés. – ri e Justin me acompanhou.
- Com certeza não, mas eu aguento. – insistiu. Por fim eu aceitei.
Nos levantamos e caminhamos juntos até a pista de dança. Paramos no meio da pista, Justin me puxou para mais perto do seu corpo e depositou um beijo na minha bochecha, começamos a nos mexer no ritmo da música, até que não estava tão mal, Justin me girou algumas vezes arrancando risadas de nós dois por eu sempre me desequilibrar um pouco. Dançamos quatro músicas direto, e isso foi o suficiente para eu me sentir muito, muito cansada.
- Será que podemos ir embora? – perguntei perto do ouvido dele.
- Claro, você está bem? – percebi que ele estava preocupado e ri.
- Estou só um pouco cansada. – falei passando a mão na minha pequena grande barriga.
- Ok, vamos então. – Justin pegou na minha mão e foi me levando até o carro, conheci algumas pessoas que estava passando por nós e sorri para as mesmas.
Assim que chegamos no carro, Justin abriu a porta para eu entrar e logo depois deu a volta no carro entrando no mesmo, colocamos o cinto de segurança e senti o carro se movimentar.
***
Chegamos na cobertura, Justin abriu a porta e adentramos na mesma, caminhei até o sofá e me sentei no mesmo, tirei dos meus pés o salto que estava usando, e agradeci por estar livrando os meus pés. Justin caminhou até o sofá e se sentou ao meu lado.
Encostei minha costas no sofá, joguei a minha cabeça para trás e fechei os meus olhos. Senti o olhar do Justin em mim mesmo com os olhos fechados, e isso estava me deixando corada. Ouvi a risada abafada do Justin, obviamente está achando graça da minha ruborização, mordi o meu lábio inferior.
- Pare de me olhar desse jeito. – pedi e fui abrindo os olhos devagar.
- Isso te incomoda? – perguntou com a voz calma e rouca chegando mais perto de mim. Justin depositou um beijo no meu pescoço que está totalmente exposto por causa da minha cabeça estar jogada para trás.
Fechei os meus olhos novamente sentindo a minha pele pegar fogo pelos beijos que ele estava depositando na extensão do meu pescoço. Justin levou uma de suas mãos até a minha coxa, e acariciou a mesma por cima do vestido.
- Justin... – murmurei e senti outro beijo, dessa vez perto da minha orelha. A mão dele que estava na minha coxa foi subindo até a minha cintura e apertou de leve a mesma.
- Isso não está certo. – falei novamente e ele me ignorou de novo. Senti os lábios dele nos meus, Justin passou a língua sobre os meus lábios e mordeu o meu lábio inferior puxando o mesmo para ele, logo ele estava selando a minha boca me pedindo passagem para penetrar a sua língua, cedi e entramos em uma batalha bem calma e intensa com as nossas línguas. Justin me puxou para cima dele e assim eu fiz, coloquei minhas pernas uma de cada lado da sua cintura e sentei em seu colo.
Nosso beijo estava começando a ficar mais intenso. Senti quando ele se levantou e agarrei na sua nuca, suas mãos estão sustentando a minha bunda e mesmo em movimento para sei lá aonde, nós não cessamos o nosso beijo.
Assim que senti Justin me deitar em alguma cama, finalizei o nosso beijo e olhei por todo o local, estamos no quarto dele, voltei o meu olhar para ele e sorri, recebi o sorriso dele de volta e o mesmo se curvou para me beijar.
- Não vou te forçar a nada, mas eu quero muito que durma comigo essa noite. – pediu e eu arqueei as minhas sobrancelhas. Justin nunca me pediu para dormir com ele.
Assenti sem proferir nenhuma palavra, Justin me endireitou na cama e me beijou novamente, mas dessa vez um beijo rápido.
- Eu vou tomar banho, se quiser trocar de roupa pode pegar qualquer coisa no meu closet, ou ir até o seu quarto. – ele deu de ombro e eu ri assentindo. – Já volto. – piscou para mim e deu um sorriso lindo, Justin caminhou até o banheiro fechando a porta em seguida.
Soltei um suspirou e um sorriso bobo surgiu em meu rosto, fiquei feliz por saber que tudo isso que ele acabou de fazer não foi para conseguir mais uma noite de prazer comigo e sim para passar a noite comigo, vai, com certeza tem diferença.
Levantei da cama e caminhei até o closet do Justin, passei a minha mão em todas as peças de roupa sentindo a macieis e o perfume dele impregnado em cada peça. Avistei uma camisa branca em gola v e tirei a mesma do cabide, levei a camisa até o quarto e me lembre que preciso de alguém para abrir o zíper do vestido.
Sentei na cama à espera de Justin sair do banheiro. Dez minutos exatos se passaram e a porta do banheiro se abriu, Justin saiu com apenas uma toalha enrolada na cintura. Meu olhar foi direto para o abdômen dele, as gotículas de água se movimentavam com toda liberdade pelo mesmo, sortudas. Levei o meu olhar para os olhos de Justin e sorri para ele.
- Você pode abrir o zíper do meu vestido? – perguntei e ele assentiu.
Me levantei indo até onde ele estava e me virei de costa para ele. Justin desceu o meu zíper me libertando do mesmo e o meu vestido caiu. Senti o olhar dele no meu corpo e respirei fundo, tirei por completo o meu vestido e caminhei até a cama do Justin para pegar a sua camisa que deixei em cima da mesma. Vesti a camisa e Justin entrou no closet.
Entrei de baixo das cobertas que estavam cobrindo a cama e me deitei na mesma, Justin saiu do closet e foi até o interruptor apagar a luz, apenas o abajur iluminava o quarto agora. Justin veio em direção a cama e se deitou ao meu lado, me virei para ele e sorri, ele retribui o meu sorriso e levou uma das suas mãos até o meu rosto acariciando o mesmo.
- Se eu pudesse passaria a noite inteira te beijando. – Justin disse baixo e abriu um pequeno sorriso sem mostrar os dentes.
A cor dos seus olhos estava sendo refletida pela iluminação do abajur, Justin tinha um brilho diferente nos olhos. Uma de suas mãos me puxou para mais perto dele.
- E porque você não pode? – perguntei da mesma maneira que ele, Justin fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, logo ele abriu um sorriso e eu senti as minhas bochechas corarem.
- Você quer? – perguntou e beijou o meu queixo.
- Eu quero. – respondi e abri um sorriso tímido para ele, Justin deu uma risada fofa e balançou a cabeça.
Justin acariciou a minha bochecha e fechou os olhos, ele se inclinou até a minha boca e roçou nossos lábios, automaticamente fechei os meus olhos. Começamos um beijo lento e cheio de sentimento, sim, havia sentimento no beijo. Justin me pressionou mais contra o seu corpo e o beijo foi ficando mais intenso e veloz. Senti as mãos dele passearem pelo meu corpo me causando arrepios. Levei uma das minhas mãos até a nuca do Justin acariciando a mesma, de vez em quando eu puxava o pouco de cabelo que tinha ali. Senti Justin apertar a minha coxa, e arranhei a nuca dele, finalizamos o beijo com selinhos.
- Esse é só o primeiro da noite. – Justin avisa e eu sorrio.
- Espero ansiosamente pelos próximos. – terminei de falar e minha boca foi surpreendida por outro beijo.
***
Atlanta, GA – Estados Unidos.
2 de julho – segunda-feira.

Abri os meus olhos lentamente e levei minhas mãos até o mesmo para coça-los, abri um sorriso após lembrar da noite passada, eu não sei nem que horas fomos dormir, ele realmente passou a noite inteira me beijando.
Suspirei e olhei para o meu lado, Justin já não estava mais na cama, provavelmente já foi para o trabalho. Levantei da cama e caminhei até o banheiro do Justin, abri a tornei e joguei um pouco de água em meu rosto para me despertar melhor, escovei os meus dentes com a escova dental do Justin e logo sai do banheiro.
Caminhei até a sala e avistei Clarie limpando a mesma.
- Bom dia, Clarie. – desejei e a mesma voltou o seu olhar a mim com um sorriso no rosto.
- Bom dia, senhorita Candice. – Clarie disse e logo voltou a fazer o seu trabalho.
Fui em direção a cozinha e comecei a preparar um sanduiche natural para mim.

Justin Bieber’s P.O.V.

Me encontro sentado em minha cadeira, a minha frente está vários projetos para serem avaliados, mas os meus pensamentos não me deixam terminar o meu trabalho, Candice ocupa eles a todo momento, o que é bom e ruim. Bom por eu gostar de pensar nela, o sorriso, o olhar, as caricias, a forma como ela se comporta quando está comigo. E ruim porque eu não consigo me concentrar no meu trabalho.
Eu sinto que tudo que estou vivendo com Candice é realmente o que eu quero, e quando eu disse para ela que não estou ficando com nenhuma outra mulher a algumas semanas é a mais pura verdade. Eu não consigo parar de pensar da Candice, e isso me atrapalha a ter algo com qualquer outra mulher. Eu já cheguei a chamar por Candice enquanto estava transando com outra, e foi depois desse dia que eu percebi que estou amarrado nela.
Não sei se o que sinto é amor, mas eu sei que gosto muito de Candice, eu posso até dizer que estou apaixonado por ela.
Eu não sinto falta da Caitlin, não sinto mais que a amo, na verdade, eu não sei mais se tudo o que eu sentia pela Caitlin era amor de verdade, estou começando a perceber que eu só estava acostumado com o nosso relacionamento, eu sempre pensei que viveria pro resto da minha vida com a Caitlin, e acho que isso me deixou um pouco cego para o que eu sentia realmente por ela. Eu não deixo de ter um carinho enorme pela Caitlin, mas amor, isso eu não sinto mais.
Quero estar pronto de verdade para a Candice, eu quero que ela seja feliz ao meu lado, quero fazer certo com ela, e toda essa pressão que eu mesmo faço me deixa inseguro a respeito disso. As vezes sinto que estou pronto, e outras vezes sinto que ainda preciso esperar mais.
Essa sua demora pode fazer ela se cansar de esperar. – meu consciente me avisa e só em pensar que ela pode desistir de me esperar sinto meu coração bater mais rápido pelo nervosismo.
Eu preciso pensar em algo rápido, não quero pedir Candice em namoro sem ter algo criativo envolvido no pedido, mas eu não sei como fazer isso.
Peguei o meu celular e procurei pelo número que queria, ela pode me ajudar já que conhece a Candice a mais tempo que eu, com certeza vai sabe o que fazer.
- Justin? – perguntou surpresa assim que atendeu.
- Sim. Então, estou ligando porque preciso muito da sua ajuda. – fui direto.
- Aconteceu alguma coisa com a Candice?
- Não, mas será que você pode me ajudar em algo? – perguntei e ela ficou em silêncio.
- Hm... Não sei, do que se trata? – perguntou desconfiada.
- Tenho certeza que vai gostar, por favor. – implorei.
- Ok, o que quer que eu faça?
- Me encontra daqui a uma hora naquela cafeteria que a Cady sempre vai. – pedi.
- Estarei lá.
Encerrei a ligação e comecei a olhar alguns projetos que estão a minha frente. Assim que faltava vinte minutos para a hora que marquei, me levantei da minha cadeira e caminhei até a porta da minha sala saindo da mesma. Lucy me olhou e fui em direção a ela.
- Vou sair Lucy, não tenho hora para voltar. – avisei e ela assentiu.
- Ok, senhor Bieber.
Andei até o elevador, assim que o mesmo chegou entrei e as portas se fecharam. Cheguei no hall da empresa e sai da mesma indo em direção a minha Ferrari.
Entrei no meu carro e parti em direção a cafeteria.
***
Ouvi o sino soar avisando que eu estava entrando na cafeteria, recebi alguns olhares e logo caminhei até uma das mesas da cafeteria. Olhei a hora no meu relógio de pulso e faltava apenas cinco minutos para a hora que marquei.
- Bom dia, o que deseja senhor? – a mesma atendente que me atendeu quando eu encontrei a Candice aqui me perguntou.
- Bom dia. Um cappuccino cremoso por favor. – pedi e ela assentiu anotando em seu caderno.
- Já trago o seu pedido. – ela disse e sorriu para mim.
A atendente se afastou e eu fiquei batucando meus dedos na mesa. Ouvi o sino soar, finalmente ela havia chegado. Olhou por todo o local até que seus olhos se encontraram com os meus. Assim que me viu, veio andando até a mim e se sentou à minha frente.
- Espero que seja algo importante. – me avisou semicerrando os olhos.
- Você vai gostar, Jillian. – falei.
- Aqui está seu cappuccino, senhor. – a atendente disse colocando o mesmo a minha frente. – O que a senhora vai querer? – perguntou para Jillian.
- Um cappuccino gelado, Hanna. – Jillian disse e a atendente olhou para ela como se quisesse lembrar quem era, já que Jillian pronunciou o nome da mesma.
- Jillian? – perguntou depois de alguns segundos tirando um sorriso de Jill.
- Não acredito que já se esqueceu de mim. – Jillian se fez de ofendida e Hanna negou rapidamente.
- Você e a Cady não frequentam mais a cafeteria, estão sumidas. – Hanna disse se justificando.
- Pois é, vou voltar com mais frequência. – Jill disse a Hanna assentiu.
- Já volto com o seu cappuccino. – Hanna avisou dando a costas para nós dois.
- E então, para que precisa da minha ajuda? – Jillian perguntou e eu mordi a minha bochecha.
- Eu quero fazer alguma coisa especial para Candice. – falei. Jillian arregalou os olhos e entortou a boca desacreditada.
- Uhum, sei... E porque isso? – perguntou incrédula.
- Eu quero pedir ela em namoro. – avisei, a boca de Jillian se abriu e seus olhos ficaram esbugalhados.
Eu sabia que essa seria a reação dela, sei bem o que Jillian pensa, e com certeza essa notícia a pegou de surpresa.

domingo, 26 de julho de 2015

Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 24: Formatura.

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 24 - Formatura.

“O amor e a razão são dois viajantes, que nunca vivem juntos na mesma hospedaria: quando um chega, parte o outro.”

Atlanta, GA – Estados Unidos.
Primeiro de Julho – Dia da formatura.

Hoje é o dia da minha formatura, ontem eu fui com a Jill escolher o vestido, e nossa, foi difícil, a minha barriga está começando a crescer, e agora parece que a cada dia ela fica um pouco maior. Já estou com três meses, então, está sendo como a doutora Grace falou que seria, ela está começando a aparecer.
- Eu não vou. – falei assim que me olhei no espelho.
Voltei a deitar na minha cama e me cobri com a coberta.
- Que não vai, você está louca? É a sua formatura Candice. – Jill me repreendeu.
- Olha só Jill, a minha barriga está enorme! – falei passando a mão na minha barriga.
- Você está exagerando, não está nada enorme. Só começou a aparecer, Candice. – Jill revirou os olhos.
- Será que o vestido vai servir? – perguntei.
- É claro que vai, nós deixamos para comprar ele um dia antes justamente por precaução. – Jill tentou me acalmar.
- Eu estou nervosa. – aviso e dou um longo suspiro.
- Você tem que se acalmar, tenho certeza que esse nervosismo não é bom para o bebê. – Jill avisa.
Respiro fundo três vezes seguidas e fecho meus olhos, eu tenho que me acalmar, eu tenho que me acalmar, eu tenho que me acalmar. Fiquei repetindo isso para eu mesma.
- Vamos começar a se arrumar, você precisa levantar dessa cama. – Jill disse puxando a minha coberta.
Revirei meus olhos e me levantei. Que comece os preparativos para a formatura! Eu esperei muito tempo por esse dia, longos cinco anos, e finalmente consegui. Chegou o grande dia. Meu consultório está por conta do meu pai, agora eu não estou podendo ficar tão por dentro do projeto, mas estou sendo consultada as escolhas de cada detalhe.
- Vamos começar indo ao salão. – Jill disse e eu assenti.
A gravidez me deixa um pouco indisposta, mas é bom sair um pouco de casa, estou passando muito tempo aqui, a minha única companhia é a Clarie, e assim que ela vai embora eu fico sozinha até o Justin chegar, isso é deprimente.
- Vamos para o ponto de táxi então. – falei pegando a minha bolsa e Jillian nega.
- Justin deixou um carro comigo, e eu juro que não pedi, ele se ofereceu e eu aceitei. – Jill disse rápido, ela sabe que não gosto de ficar dependendo de nada dos outros, e muito menos pedir algo. E nossa, logo o Justin, não, eu não gosto mesmo de me sentir dependente dele.
- Jillian, não! Você sabe que não gosto disso. – bufo.
- Ele se ofereceu, que mal tem nisso? – disse pegando sua bolsa e tirando dela a chave do carro.
Balanço a minha cabeça desaprovando e mordo a minha bochecha.
- Vai Candice, é só um carro, ele só quer ajudar. – Jill revirou os olhos e abriu um sorriso para mim.
- Ok, Jillian. Mas só estou aceitando porque vai ajudar muito. – falei e ela assentiu.
- Agora vamos. – Jill disse me puxando.
***
Terminamos de fazer nossas unhas e os nossos cabelos, Jill disse que iriamos dar uma passada no shopping para ela comprar o vestido que vai usar na minha formatura, Jillian é tão enrolada que deixou para fazer isso em cima da hora.
- Você sabe que vai precisar ser rápida né? – pergunto e ela revira os olhos.
- Para quem não estava querendo ir, agora você está bem apressada, não é? – retrucou e eu revirei os meus olhos.
- Eu estou ansiosa. – falei batendo palminhas. Jillian gargalhou e eu sorri.
Chegamos ao shopping e Jillian já sabia em que loja iria, caminhamos até a loja e assim que chegamos uma atendente veio nos ajudar.
- Estou à procura de um vestido longo, mas que não seja tão sem graça, algo chamativo, mas comportado. – Jill descreveu o vestido que queria e eu franzi a minha testa, ela não é tão boa em descrever algo.
- Ok, nós temos vestidos ótimos, e acho que vai gostar. – a atendente disse e começou a andar pela loja atrás dos vestidos.
Minhas pernas já estavam cansadas de tanto andar, avistei um sofá bem ao canto da loja, perto dos provadores, fui até o mesmo e me sentei.
- Olha, vou provar esse... – me mostrou um vestido longo da cor vermelha. – esse... – o outro é azul marinho – e esse. – um rosa bem rosa mesmo, acho que as pessoas com certeza irão reparar na Jillian se ela comprar o vestido rosa. De cara é o que eu menos gostei, detesto chamar tanta atenção, mas a Jillian é o meu oposto, aposto que ela gostou mais do rosa.
- Vou provar o rosa primeiro. – ela disse animada e eu sorri para ela assentindo.
Jillian entrou no provador e ficou por longos minutos lá dentro. Até que a cortina do provador foi puxada e ela saiu do mesmo. Com certeza o rosa não é o melhor.
Olhei para Jillian que estava sorridente e fiz uma careta desaprovando. Jillian revirou os olhos e bufou.
- Eu gostei desse. – ela disse.
- Jillian, isso é muito chamativo, acho que os outros ficarão melhores. – falei.
- Ok, eu vou provar os outros. – Jillian disse entrando com o vestido azul marinho no provador.
Esperei por mais alguns minutos e logo ela saiu do provador. Pela cara que ela fez, não gostou nem um pouco. Eu gostei, é simples, mas não deixa de chamar atenção, é bem bonito e sofisticado. Eu com certeza compraria o azul marinho.
- Vou provar o vermelho. – ela disse e eu assenti.
Novamente Jillian entrou no provador com o vestido vermelho em mãos e demorou mais do que os outros para sair.
Assim que a cortina foi aberta, coloquei a minha mão na boca e arregalei os meus olhos. Ela está divina.
- Oh meu Deus! Você está linda! – falei e ela sorriu para mim assentindo.
- Eu adorei esse. – Jillian disse e rodou com o vestido.
- Esta incrível Jill. – me levantei e abri um sorriso enorme para ela.
***
O meu vestido não foi uma escolha totalmente minha, quero dizer, eu amei o vestido, mas com certeza vou me sentir um pouco desconfortável usando ele. Eu não era assim, antes da gravidez eu não ligava muito para essas coisas, mas agora, meus conceitos estão mudando, na verdade eu acho que estou muito diferente, eu em hipótese algum usaria o vestido que usei no jantar de noivado do Justin novamente, ele mostra demais. O vestido da minha formatura é muito confortável, não mostra muito coisa, mas é cheio de detalhes. É lindo!
- Bom, agora que já estamos em casa novamente, vamos fazer o que? – perguntei e Jill olhou para mim.
- Falta muito para a hora da colação? – perguntou.
Peguei o meu celular e vi que ainda faltava duas horas para dar oito horas da noite.
- Ainda temos duas horas. – falei.
- Nossa, temos que começar a nos arrumar, duas horas é muito pouco. – Jillian disse e eu gargalhei.
- Jillian, será que o Justin... – deixei a fala no ar e Jill revirou os olhos.
- É óbvio que ele vai. Ainda mais agora que vocês estão... Juntos. – ela disse e eu neguei com a cabeça.
- Não estamos juntos, somos amigos, quero dizer... Até ele estar pronto. – falei e ela bufou.
- Não vamos começar com esse assunto novamente, você e o Justin estão parecendo um casal, eu acho que ele já está mais do que pronto, só não percebeu ainda. – Jillian disse dando de ombro.
- Eu não sei...
- Vamos começar a nos arrumar. – Jillian me interrompeu e me puxou para o meu quarto.
Justin sai do trabalho daqui a uma hora, e eu estou ansiosa para vê-lo. Eu quero muito ter ele na minha formatura, vai ser incrível ter a presença dele. Eu estou cada vez mais dependente da companhia dele, estou acostumada a ter o Justin por perto.
Eu tomei meu banho no banheiro do Justin enquanto a Jill estava no meu banheiro, apenas para adiantar as coisas. Por mais que já estivéssemos com os cabelos prontos e com as unhas pintadas, ainda falta colocar o vestido, os acessórios, a maquiagem, e isso para Jillian Lee leva muito tempo.
Demorei um pouco mais do que estava programando no banho, me enrolei na toalha, e abri a porta do banheiro. Assim que me virei para o quarto levei um susto ao ver o Justin deitado na sua cama.
- Justin... É, eu, eu usei o seu banheiro porque a Jill está usando o meu. – nossa, eu demorei bem mais do que eu esperava mesmo, quanto tempo gastei no banho? Uma hora?
Justin olhou para mim e sorriu, se levantou da cama e veio andando até a mim. Colocou suas mãos no meu rosto e se inclinou para beijar o topo da minha cabeça. Sorri.
- Não tem problema, não precisa se explicar. – Justin disse e eu mordi a minha bochecha. Assenti devagar e Justin sorriu nasalmente.
- Ok, obrigada. Eu vou... Vou ir ver a Jillian. – falei demonstrando o meu nervosismo por estar tão próxima a ele. Justin riu novamente e se afastou um pouco de mim.
Caminhei até a porta do quarto dele e sai do mesmo soltando a minha respiração, que até então eu não sabia que estava prendendo.
Abri a porta do meu quarto e Jill estava sentada na minha cama com seu celular nas mãos.
- O que foi? – perguntei e ela olhou para mim, mas logo voltou a olhar o celular.
- Estou ajudando o Ryan a escolher o smoking. – avisou, revirei meus olhos e fui em direção ao meu closet.
Coloquei a minha lingerie e voltei para o quarto onde Jillian estava se maquiando, ela olhou para mim com um sorriso enorme no rosto. Retribui o sorriso e me joguei na minha cama. Levei uma de minhas mãos a minha barriga e fiquei acariciando a mesma.
Eu estou ansiosa para saber o sexo do meu bebê, mas ansiosa ainda para ter ele nos meus braços. Eu já o amo tanto, o amo mais que tudo.
- É a sua vez. – Jillian disse chamando a minha atenção para ela.
Respirei fundo e me levantei da cama caminhando até a minha penteadeira. Me sentei e Jill começou a me maquiar. Não que eu não soubesse fazer isso, mas Jill deixou bem claro que ela iria me produzir.
***
A minha turma optou por fazer a colação e o baile tudo na mesma hora, primeiro seria a colação e logo depois o baile. Coisa que eu achei uma tremenda burrice, já que eu vou ter que ir com a beca e levar o meu vestido do baile para trocar lá, acho que eles não pensaram muito nisso.
- Você está tão lindinha com essa beca. Ainda bem que fizeram larguinha. – Jillian disse como se estivesse falando com uma criança e com um sorriso enorme no rosto. – Só em pensar que no final do ano sou eu, eu fico maluca. – suspirou.
- Você vai levar o meu vestido? – pergunto e ela assenti.
- Vou levar e deixar ele dentro do carro do Justin, assim que a colação acabar eu vou te trazer em casa e você troca a roupa. – avisou e eu assenti. Levaríamos o vestido só por precaução, se acontecer de não conseguirmos voltar para a cobertura para eu me trocar.
- Ai amiga, eu estou tão cansada, mas tão feliz. – falei com um sorriso no rosto, Jillian sorriu também e veio para perto de mim me dando um abraço.
- Não vamos chorar, não quero borrar a minha maquiagem, e se você borrar a obra-prima que eu fiz em você, eu te mato. – Jillian disse me fazendo gargalhar.
Ouvimos batidas na porta e viramos para a mesma, Justin colocou apenas sua cabeça na brecha da porta e sorriu me fazendo sorrir também. Ele abriu a porta toda e adentrou no quarto. Justin está extremamente perfeito, meu Deus, não consigo desviar os meus olhos dele.
- Eu vou beber água. – Jillian arrumou uma desculpa para sair do quarto.
Assim que Jillian saiu do quarto, Justin chegou perto de mim e deu um sorriso, segurou na minha cintura e me puxou para mais perto dele, Justin depositou um beijo na minha testa e outro bem próximo a minha boca. Meu coração estava acelerado, minhas mãos suavam e minhas pernas estavam tremular, eu não sei explicar o que ele faz comigo que me deixa assim, só ele me causa isso, pareço aquelas menininhas na adolescência quando descobre o seu primeiro amor e só em olhar para o garoto fica desnorteada.
- Você está linda. – Justin disse baixo e bem próximo a minha boca, eu consegui sentir a respiração dele se chocando contra meus lábios.
Não consegui agradecer, as palavras não saiam da minha boca, meu corpo estava pegando fogo. Eu estou nervosa.
Fechei meus olhos e assenti em forma de agradecimento.
Justin me puxou para mais perto, e me abraçou, entrelacei meus braços em volta do pescoço dele retribuindo o abraço. Nos separamos devagar e nossos olhares se encontraram. Justin acariciou o meu cabelo e segurou na minha nuca delicadamente, inclinei a minha cabeça um pouco para o lado e nossos lábios se encostaram, começamos um beijo lento, mas intenso. Nossa respiração estava começando a falhar, precisávamos de ar, mas nenhum dos dois queriam parar com o beijo. Depois de algum tempo, fomos cessando o beijo, Justin mordeu meu lábio inferior carinhosamente me causando arrepios, me selou três vezes e finalmente nos separamos.
- Acho que vou ter que retocar o batom da Candice, já que o Justin fez o trabalho de acabar com ele. – Jillian disse, ela estava escorada no batente da porta, senti minhas bochechas corarem e o Justin soltou uma risada fofa.
- Ela fica linda de qualquer jeito. – Justin disse e meu coração deu um solavanco.
- Acho bom você ir tirar esses rastros de batom da sua boca. – Jillian apontou para o Justin que foi até o espelho e começou a passar os dedos onde tinha batom.
Jillian caminhou até a mim e retocou o meu batom.
Se me perguntassem o que aconteceu aqui, nem eu não saberia explicar. Foi muito mais que um beijo, coisa que não acontecia a um bom tempo, e nossa, eu estava precisando disso.
- Só amigos né? Sei... - Jillian disse baixo para que só eu escutasse, revirei meus olhos e ri. 
***
Chegamos aonde seria a colação e todos os alunos da minha turma estavam sentados perto do pequeno palco improvisado. Entrei de mãos dadas com o Justin, Jillian estava logo atrás com meus pais. Assinei o meu nome na lista de chamada e caminhei até o meu lugar. Justin, Jillian e meus pais ficaram um pouco atrás.
Abby estava sentada ao meu lado, nos abraçamos e ela sorriu para mim.
- O Justin é um gato. – disse perto do meu ouvido me fazendo rir. Abby ainda não tinha conhecido o Justin, Tom e Henry também não.
- Ele é sim. – sorri e ela se sentou direito na cadeira.
A colação começou. Assim que terminamos de cantar o hino nacional, era a hora do juramento. Todos os alunos se levantaram e começaram a proferir o juramento.
- Juro valer-me do conhecimento que me foi dado como instrumento de mudança e de construção de um mundo onde o homem possa realizar-se em liberdade. Prometo envolver-me com o meu semelhante no espaço que existe entre teorizar a vida e viver a vida, porque acredito ser nesse espaço que psicólogos e clientes se encontram e se transformam mutuamente. Prometo não me isolar dentro da psicologia, mais dela partir para uma realidade mais abrangente, onde eu possa enxergar o homem no seu contexto social e político e onde o meu trabalho tenha um sentido mais real e justo, observando sempre dispositivos legais e éticos da profissão. – Terminamos de falar e nos sentamos novamente.
Chegou a hora da entrega dos diplomas, eu estava nervosa, meu nome é um dos primeiro da lista de chamada e isso é me deixa mais nervosa ainda. Se eu já estou assim, imagina a Abby que é a primeira.
- Abby Braun Maclaine. – chamaram pela Abby e a mesma se levantou, Abby caminhou até o palco e recebeu o diploma, assim que ergueu o mesmo, todos batemos palmas.
Minha cabeça foi atingida por vários pensamentos, eu estava ficando cada vez mais nervosa, todas as vozes estava começando a ficar bem distantes, os nomes eram chamados e eu estava sentindo as minhas mãos suando.
- Candice Swan Hughes. – ouvi o meu nome sendo chamado e pisquei os meus olhos três vezes. Me levantei e fui andando vagarosamente até o palco, a professora Willians me deu um abraço apertado e me entregou o meu diploma. Olhei para todos que estavam no local, minha mãe estava com os olhos cheios de lágrimas, meu pai com uma aparência de satisfação e orgulho, Jillian com um sorriso enorme no rosto, e o Justin, bom, ele está com o olhar preso no meu, assim que encarei seu mar caramelado, Justin deu um sorriso lindo e automaticamente sorri também. Levantei o meu diploma e todos começaram a aplaudir. Soltei a minha respiração e caminhei de volta a minhas cadeira.
***
- Vamos receber agora, a aluna Abby Maclaine, oradora da turma. – A professora Willians chamou Abby e a mesma foi andando até o palco novamente.
- Nesse breve momento, temos a tarefa árdua de colocar em um discurso tudo o que esses últimos cinco anos representam. Éramos ingênuos, a ponto de pensar que o vestibular era o obstáculo mais difícil a ser ultrapassado. Na verdade, esse foi o ponto inicial, e também a nossa primeira vitória. Agora teremos mais escolhas, mais obstáculos e, com certeza, mais vitórias pela frente. Parte da turma é composta por pessoas daqui de Atlanta, mas a grande maioria, além de se acostumar com a nova rotina de aulas, teve que aprender a viver sozinho em outra cidade. Fomos fortes, passamos por muitas mudanças e conseguimos. Seremos fortes também para encarar todas as dificuldades que o futuro que almejamos nos reservar. Portanto, a faculdade é o lugar de onde tiramos as lições que serão imprescindíveis à nossa vida: sermos mais humanos, respeitar as diferenças, ouvir! Podemos dizer que foram os anos mais intensos de nossas vidas. Com o coração apertado, uns contam os minutos para que o sol não se ponha. Ainda estamos com tempo. Outros, sentem profundamente a ausência de alguém com quem tudo começou. Nós sentimos com vocês. Sentimos ainda, deixar tudo o que vivemos aqui e seguir com uma nova história. Que há de ser bela. Em qualquer canto que o nosso coração mandar. E quanto à qualidade, inquestionável. Uma turma inteligente, que tem garra e opinião para fazer acontecer. Que lutou para hoje estar neste palco. E que agradece profundamente cada um que está sentado nessa plateia. E cada um desses professores que deixaram um pouco de si em nós. Ninguém disse que seria fácil. Tão pouco que exigiria tamanha sensibilidade. Mas quando se faz o que se ama, alma e coração fluem com facilidade rara. Facilidade e sensibilidade para perceber a importância de cada ser humano que passa por nossas vidas. E ainda que com inúmeras diferenças, nós conseguimos. Deixamos um pouco de nós em cada um desses corações, hoje aflitos, apertados, emocionados, vivendo um paradoxo de sentimentos. E levaremos cada um conosco até o fim. Até aqui viajamos juntos. Passaram vilas e cidades, cachoeiras e rios, bosques e florestas. Não faltaram os grandes obstáculos. Frequentes foram as cercas, ajudando a transpor abismos. As subidas e descidas foram realidade sempre presente. Juntos, percorremos retas, nos apoiamos nas curvas, descobrimos cidades. Chegou o momento de cada um seguir viagem sozinho. Que as experiências compartilhadas no percurso até aqui sejam a alavanca para alcançarmos a alegria de chegar ao destino projetado. A nossa saudade e a nossa esperança de um reencontro aos que, por vários motivos, nos deixaram, seguindo outros caminhos. O nosso agradecimento àqueles que, mesmo de fora, mas sempre presentes, nos quiseram bem e nos apoiaram nos bons e nos maus momentos. Dividam conosco os méritos desta conquista, porque ela também pertence a vocês. Uma despedida é necessária antes de podermos nos encontrar outra vez. Que nossas despedidas sejam um eterno reencontro.
Assim que Abby terminou seu lindo e longo discurso, todos nós nos levantamos e batemos palmas, foi realmente lindo, eu já estava com meus olhos inundados em lágrimas, todos os alunos subiram no palco para tirar a tão esperada última foto de todos nós juntos.
***
A colação tinha acabado e fui em direção aos meus pais, minha mãe estava com o rosto inchado de tanto chorar, meu pai assim que me viu sorriu para mim. Abracei os dois e recebi beijos dos dois. Jillian por sua vez veio até a mim e me deu um abraço bem forte. Me separei dela e sorrimos. No momento não estávamos conseguindo proferir palavra alguma. Olhei para trás da Jillian sobre o ombro dela, e vi que Justin me olhava com um sorriso enorme no rosto, caminhei até ele e ele me abraçou, Justin depositou um beijo na minha têmpora e ficou abraçado a mim.
- Vamos logo trocar de roupa, você precisa se arrumar para o baile. – Jillian disse e eu ri da sua empolgação. Meus pais chegaram mais perto de mim e seguraram em minhas mãos.
- Minha querida, estamos muito orgulhosos. Infelizmente não vamos ficar para o baile, estamos cansados, mas se divirta. – minha mãe disse e me puxou para um abraço me separando do Justin. – Até logo Justin. – minha mãe se despediu do Justin com um abraço.
- Minha filha, estou sem palavras para dizer o quanto estou satisfeito e orgulhoso de você. Eu te amo, meu bem. – Meu pai disse e me abraçou. Assim que nos separamos ele apertou a mão do Justin e se juntou a minha mãe.
- Obrigada por virem, eu estou muito feliz. – falei para meus pais com um sorriso no rosto. Eles assentiram e caminharam para fora da colação.
- Já acabou? Ainda tem que ir se trocar. – Jillian me avisou novamente me fazendo revirar os olhos e o Justin riu.
- Pode deixar que eu levo a Candice para se trocar, encontramos com você depois. – Justin disse e Jillian assentiu.
- Ok, então. Nos vemos no baile. – ela disse e se retirou de perto de nós dois.
Encarei os olhos do Justin e ele sorriu para mim, Justin pegou na minha mão e me levou em direção ao carro.
***
Chegamos no apartamento do Justin e eu fui correndo para o meu quarto com o vestido nas mãos. Tirei a minha beca e toda a roupa que eu estava usando por baixo da mesma, ficando apenas de lingerie. Abri o zíper do vestido e coloquei o mesmo. Oh merda, não dá para eu fechar o zíper.
- Justin! – chamei por ele que logo apareceu na porta do meu quarto. – Será que você pode me ajudar a fechar o vestido? – perguntei e ele assentiu andando até a mim.
Justin me virou de costas para ele, senti suas mãos na minha costas e logo e zíper do vestido foi fechado, Justin me abraçou pela cintura e depositou um beijo na minha nuca. Sorri com o ato dele.
Justin se afastou de mim e me virou de frente para ele me analisando de baixo para cima.
- Você está perfeita. – ele disse e eu sorri. – Eu estou me controlando muito para não te beijar novamente e acabar te machucando de alguma forma.
Engoli a seco as suas palavras e mordi a minha bochecha.
- Acho melhor nós irmos para o baile. – disse olhando para baixo. Senti uma das mãos dele em contado com a minha, e caminhamos até a sala. Saímos do edifício e fomos em direção ao carro, entramos no mesmo e logo estávamos indo para o baile da formatura.
***
Assim que íamos entrar no baile, tivemos que parar para tirar uma foto, levei uma das minhas mãos a minha cintura, Justin colocou uma de suas mãos na minha cintura e a outra dentro do seu bolso. Sorrimos para câmera e logo a foto foi tirada.
Entramos no baile de mãos dadas.
- QUEEN! – ouvi a voz de Tom me gritando, olhei para onde a voz vinha e lá estava ele, correndo até a mim. Henry estava logo atrás.
- Uau, ele é um gato. – Tom disse descaradamente me fazendo rir, Justin sorriu para Tom.
- Então esse é o famoso Justin Bieber. – Henry disse e eu assenti.
- Agora eu entendo o motivo de você ser tão fissurada nele. – Tom disse se abanando com as mãos e Henry o empurrou com o ombro mostrando a sua insatisfação com a atitude de Tom.
Gargalhei e encostei a minha cabeça no peitoral de Justin, que envolveu suas mãos em volta de mim. 
- Justin, esse é o Tom, e o Henry. – apresentei os dois que sorriram para Justin.
- Prazer em conhecer os dois. – Justin disse e sorriu apertando a mão de cada um.
- Candice! – Jillian me chamou e eu olhei para onde ela estava, Chaz, Chris e Ryan estavam com ela.
- Meninos, eu vou até onde a Jill está. – avisei e eles assentiram.
- Vamos atrás da Abby, até depois casal. – Henry disse e sorrimos para eles.
Caminhamos até a mesa em que eles estavam, nos sentamos perto e Justin levou uma de suas mãos a minha barriga, acariciando a mesma.
- Candice, você está uma gata! – Chaz disse e eu sorri agradecendo.
- Realmente, se não fosse o Justin, eu te pegava fácil. – Chris disse arrancando risada de todos, menos de Justin.
- Então eu acho que você pode pegar ela, já que os dois são só amigos. Não é Candice? – Jillian disse e eu senti a minha bochecha corar. Justin tirou a mão da minha barriga e coçou a garganta.
- Jillian! – a repreendi e eles riram.
- Bom, eu vou dançar. – Jillian disse mudando de assunto e puxou Ryan para a pista de dança.
- Nós vamos procurar umas gatas, né Chris? – Chaz disse puxando Christian para longe.
Só ficou eu e Justin na mesa, tomei coragem em olhar para ele e dei um sorriso. Justin se virou para mim.
- Não vai procurar outra menina com eles? – perguntei irônica e ele riu nasalmente.
- Eu não quero nenhuma outra menina, eu tenho você. – Justin disse e engoli a seco.
- Achei que não quisesse se prender a mim. – falei baixo mais ele ouviu.
- Não me sinto preso a você. Só não tenho vontade de ter nenhuma outra garota quando eu posso ter você. Não entenda errado as minhas palavras. – ele disse e eu mordi o meu lábio inferior, realmente eu não estava conseguindo estender muito bem onde ele queria chegar.
- Então me explique. – pedi. Justin sorriu e me virou para ele, ficamos um de frente para o outro nos encarando.
- Mesmo não me sentindo totalmente pronto para assumir um relacionamento com você, eu não tenho mais vontade de ficar com nenhuma outra garota Candice, é você que sempre está em meus pensamentos, é você que eu quero. Você está me deixando maluco, Candice Hughes. - riu sem humor -  Você me fez esquecer a Caitlin, ou talvez eu só estivesse acostumado com a presença dela, e agora que eu tenho você, eu me sinto melhor. – suspirou – Eu só não quero acabar te magoando com alguma atitude idiota, que eu sei que vou acabar tendo. – finalizou a sua fala.
Nessa hora eu já não sentia mais as minhas pernas, meu corpo inteiro estava formigando, minhas mãos estavam mais que suadas, minha respiração estava sufocada e meus batimentos cardíacos acelerados.
Eu não tive outra atitude, a não ser beija-lo