quarta-feira, 15 de julho de 2015

Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 17: Seja bem vinda a sua nova moradia.

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 17 - Seja bem vinda a sua nova moradia.


“Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor.”
Willian Shakespeare


Atlanta, GA – Estados Unidos.
13 de maio de 2016.

- Eu juro que não consigo te entender, Justin! – falei e passei as minhas mãos no meu cabelo.
- Eu também não me entendo, Candice. Não te culpo por não me entender. – ele disse e riu sem humor.
- Porque você faz isso comigo? – perguntei de cabeça baixa.
- Não é na pior das intenções as minhas ações. – se explicou.
- Não interessa em que intenção é Justin, você sabe o que essas suas ações me causam? Sabe o que eu passo por você ter esse tipo de atitude comigo? Posso te jurar que não é fácil. Então por favor, se decida. Não brinque comigo. – falei mais do que devia. Marda!
- Me desculpe, Candice. Mas eu juro que não estou brincando com você. Por mais que eu diga amar a Caitlin, você mexe comigo. E eu já te disse do desejo que sinto por você. Eu... Eu não sei explicar o que sinto por ti, Candice. – Justin suspirou pesado.
Senti minhas lágrimas descendo pelo meu rosto, tudo que envolve o Justin me deixa sem chão, saber que ele sente algo por mim é maravilhoso, mas a partir do momento que ele ama outra, isso se torna doloroso. Seria tudo mais fácil se ele não amasse a Caitlin. Porque ele não consegue descrever o que sente por mim?
- Eu preciso ir, tenho que me preparar para a prova que vou ter hoje. – disse abrindo a porta do carro e saindo do mesmo as pressas.
- Boa sorte! – Justin gritou para que eu ouvisse, me virei para ele sorrindo e assenti com a cabeça dizendo: “obrigada” sem emitir som.
Entrei no edifício. Fui andando até o elevador, entrei no mesmo e apertei o botão que me levará para o andar do meu apartamento. Assim que o elevador parou e abriu as portas, sai do mesmo indo em direção a minha porta. Peguei as chaves na minha bolsa, e abri a porta.
Entrei no meu apartamento e vi roupas jogadas no chão, e o mais estranho é que são roupas masculinas.
- Jillian? – chamei por Jill, mas ela não me respondeu.
Tranquei a porta, e caminhei em direção ao corredor, fui andando em passos lentos até a porta do quarto dela, e cada vez que eu chegava mais perto ouvia barulhos e gritinhos.
Oh. Meu. Deus. Ela está...
A porta do quarto de Jillian está aberta. Assim que fiquei totalmente virada para dentro do quarto. Minhas mãos foram parar em minha boca, e me deu ataque de risos.
- CANDICE! – Jillian gritou assustada e acabou batendo com a mão no rosto do Ryan que estava nu em cima de Jillian. E nossa, o Ryan é bem dotado! Jillian está feita.
- Oh meu Deus! – disse em meio a gargalhadas. Ryan se jogou para o lado de Jillian.
Ele me olhava sem reação alguma e Jillian tentava puxar o lençol para tapar os dois.
- Desculpa, é que eu ouvi barulhos, e as roupas do Ryan estão... – não terminei de falar e fiquei gesticulando com minhas mãos. Outra crise de risos me consumiu.
- Candice! Da para sair daqui? Sua inconveniente! – Jill disse me atacando seu sutiã.
Gargalhei e fechei a porta.
- Podem continuar com o que estavam fazendo! – avisei implicando com eles.
Sai do quarto e caminhei até o meu. Fui até o meu closet tirando três malas grandes do mesmo e abrindo as mesmas no chão.
Comecei a arrumas as minhas roupas e alguns pertences nas malas, não levaria tudo, pois pretendo vir ficar com Jillian algumas vezes. Até porque, não vai ser legal ter que ficar com o Justin no apartamento dele, ainda mais agora que ele está solteiro, vai que ele leva mulheres para lá. Nossa, isso com certeza vai me deixar muito, muito magoada.
***
Assim que terminei de arrumar tudo, o que me custou quatro horas. Peguei os meus livros, e comecei a estudar para a prova que terei hoje na faculdade.
Já era seis da tarde quando o meu celular vibrou. Peguei o mesmo e vi que Justin tinha me mandado uma mensagem. Sorri automaticamente, e meu coração começou a acelerar.
Abri a mensagem e cai na gargalhada assim que li: “Já achei a sua MÉDICA”. Ele realmente levou a sério essa coisa de querer que eu faça o meu pré-natal com uma médica. Nós não temos nada e os ciúmes dele já são assim, imagina se tivéssemos algo. Meu Deus!
Respondi a mensagem dele: “Não acredito que você realmente foi atrás de outra médica”. Eu realmente estou incrédula. Pensei que ele tinha falado por falar, coisa de momento, mas não, ele realmente não gostou do Jason, já eu, achei o doutor super gente boa.
“É claro que eu procurei outra médica. Eu sou um homem de palavra Candice, cumpro o que digo.”
É a primeira vez que nos comunicamos por mensagem dessa forma. Na verdade, se Justin me mandou duas mensagens até hoje, foi muito.
“Estou vendo que não vou precisar me preocupar com suas promessas”.
Deixei o celular de lado e comecei a ler o livro da onde eu parei. Senti meu celular vibrar, e automaticamente sorri por saber que o motivo da vibração é o Justin.
Abri a mensagem: “Com certeza, não”
Ele não ajuda a ter assunto, eu não sou do tipo que inventa assunto do nada, na verdade, quase não tenho assunto. E pelo jeito, o Justin também é assim, pelo menos virtualmente. Acho que por isso quase nunca conversamos por mensagem.
Voltei a minha atenção ao livro. Mas se eu pudesse escolher, ficaria conversando com o Justin por horas. Merda de falta de assunto!

Justin Bieber’s P.O.V.
Assim que Candice entrou no edifício. O sorriso dela ficou em minha mente. Que sorriso perfeito! Essa mulher me deixa louco.
Liguei o carro e parti para a empresa, já estou atrasado, tenho que arrumar alguns projetos para apresentar na próxima reunião.
Enquanto eu dirijo, tudo que Candice disse não sai da minha cabeça. Não acho realmente que eu esteja brincando com ela, eu gosto de Candice, disso e sei. Só não sei explicar esse gostar. Ela é diferente, nunca me senti assim. Candice é única nesse quesito.
Cheguei em frente a empresa, estacionei o meu carro, e sai do mesmo indo em direção a entrada da empresa. Assim que eu cheguei no andar da minha sala, avistei Lucy sentada em sua cadeira e assim que a mesma me viu, se levantou e abriu um sorriso para mim.
- Senhor, Bieber. – Lucy disse e me lançou um olhar um tanto quanto, malicioso. Arqueei a minha sobrancelha direita.
- Olá, Lucy. – cumprimentei a mesma.
- Ouvi dizer que está solteiro, é verdade? – mordeu os lábios inferiores.
Revirei os olhos. Como assim as pessoas já estão sabendo disso? Fofoca corre rápido por essa empresa, é incrível como todos aqui sabem da vida um do outro. Bando de fofoqueiros, enxeridos.
- Ponha-se no seu lugar, Lucy. Primeiramente porque estamos em local de trabalho e o meu contato com você é apenas profissional, e segundo que não, eu não estou solteiro. Só não estou mais com a Caitlin. – respondi e caminhei até a minha sala deixando Lucy sozinha.
Me sentei na minha mesa, e me lembrei que tenho que achar uma nova médica para Candice, nunca que eu vou deixar aquele doutorzinho cara de pau cuidando da minha menina e do meu filho. Liguei para Lucy que na mesma hora atendeu.
- Quero que ache para mim uma obstetra muito bem indicada. – falei e Lucy ficou em silêncio, talvez por não entender o meu pedido.
- Si-sim senhor! – respondeu e eu logo desliguei o celular.
Arrumei os papeis com os projetos quase prontos na minha frente, e comecei a termina-los.
***
- Senhor Justin? – Lucy entrou na minha sala me fazendo olhá-la.
- Sim?
- Eu achei a obstetra. Se chama, Grace Smith e a clínica fica localizada no centro de Atlanta. – me informou.
- Obrigado, Lucy. Me mande todas as informações por e-mail. – pedi e Lucy assentiu saindo da minha sala.
Peguei o meu celular e fui até o número de contato da Candice. Resolvi mandar uma mensagem avisando que já achei a médica.
“Já achei a sua MÉDICA”. Mandei e em menos de um minuto ela me respondeu: “Não acredito que você realmente foi atrás de outra médica”. Sorri com a reação dela. Na verdade não foi eu quem procurou, mas isso não vem ao caso.
Acho que eu e Candice nunca mantemos contado por mensagem, e se já aconteceu, foram tão poucas vezes que eu não me recordo.
“É claro que eu procurei outra médica. Eu sou um homem de palavra, Candice, cumpro o que digo.”. Respondi a mensagem de Candice.
Deixei o meu celular de lado, e voltei a repassar todo o projeto, para ter a certeza de que não tem nenhum erro. Ouvi o meu celular soar e peguei o mesmo, outra mensagem de Candice.
“Estou vendo que não vou precisar me preocupar com suas promessas”. Gargalhei.
“Com certeza, não”. Respondi.
Deixei o celular de lado novamente e voltei a minha atenção ao meu projeto quase terminado.
***
- Olá, meu filho! – dona Pattie disse adentrando a minha sala. – Vim deixar os remédios e vitaminas da Candice. – avisou.
- Oi mãe. Obrigado. – agradeci.
- Como ela está? – perguntou se sentando na cadeira a minha frente.
- Mãe, você a viu hoje cedo. – ri.
- Mas e daí? Quero estar por dentro de tudo! – avisou gesticulando com as mãos.
Gargalhei. Dona Pattie consegue me tirar boas risadas com essa coisa de super proteção.
- Você vai sufocar a Candice dessa maneira, toda hora você liga perguntando algo. – falei e deixei meus projetos prontos de lado para poder prestas atenção na minha pequena.
- É o meu primeiro neto! Estou feliz com a notícia, e ansiosa. – se defendeu.
- É o meu primeiro filho e eu não estou como você! – impliquei e minha mãe revirou os olhos.
- Não enche a minha paciência menino! Me deixa, não sou novela para você estar me seguindo. – Gargalhei.
- Como as crianças estão? – perguntei.
- Não param de falar da Candice, querem vê-la de qualquer jeito. – minha mãe riu – Eles gostaram mesmo dela.
- Pois é, gostaram tanto que até me esqueceram. – fiz drama e minha mãe riu.
- Deixa de bobagem menino.
Olhei a hora no relógio que fica pendurado na parede e marcavam exatamente sete horas da noite.
- Preciso ir para a universidade mãe, depois vou ir buscar a Candice no apartamento dela. – avisei.
- Ela vai mesmo ir morar com você?! Seu pai não tem limites. – balançou a cabeça negativamente.
- Ele tem sérios problemas! – afirmei.
Não que a ideia dele seja de toda ruim, mas vai ser uma experiência nova para mim, como eu já disse, mulher nenhuma frequenta a minha cobertura diariamente.
***
Estacionei o carro em frente ao apartamento de Candice, sai do mesmo e segui em direção ao edifício. Assim que cheguei em frente a porta do apartamento dela, toquei a campainha e logo ouvi passos. Coloquei uma de minhas mãos no batente da porta e abaixei a cabeça esperando alguém abrir a porta.
Depois de alguns segundos, ouvi a tranca da porta e me endireitei. A porta se abriu me dando a visão da Jillian toda descabelada com uma colher em mãos. Arqueei minhas sobrancelhas e ela me deu passagem para entrar.
Assim que adentrei o apartamento, vi Candice com um pote de sorvete no colo, uma colher em mãos e seus olhos brilhavam a cada colherada que ela dava no pote de sorvete. Ri.
- Vim te buscar. – avisei e ela me olhou sorrindo.
- Já arrumei as minhas coisas, então lá no quarto. Pode pegar para mim por favor? – pediu e eu assenti indo em direção ao quarto de Candice.
Abri a porta do quarto, e vi três malas perto da cama, agradeci por serem de rodinhas. Peguei duas e levei até a sala, voltei ao quarto novamente e peguei a última indo em direção a sala.
Candice estava abraçada em Jillian e as duas diziam algo que eu não entendi muito bem, estavam se despedindo pelo que percebi. Quanto drama, até parece que não vão se ver nunca mais.
- Vou sentir tanto a sua falta! – Jillian disse e limpou as lágrimas dos olhos de Candice.
- Eu também vou, vá me visitar. – pediu Candice e eu entortei a minha boca já cansado de tanto drama.
- Podemos ir? – perguntei e Candice me olhou assentindo.
Candice se separou de Jillian e caminhou até a mim, ela foi pegar as malas mas eu não deixei e gesticulei com as mãos mandando ela seguir em frente.
Peguei duas das malas e levei até o elevador, Candice estava impedindo que a porta se fechasse. Deixei as duas malas no elevador e voltei até o apartamento para pegar a última mala.
- Até logo, Jillian. – me despedi e ela sorriu para mim assentindo.
- Cuida dela Justin, senão eu te capo. – ameaçou e eu ri assentindo.
Caminhei até o elevador e ouvi a porta do apartamento sendo fechada. Cheguei em frente ao elevador e Candice me esperava de cabeça baixa com as mãos na porta da cabine.
- Pronto. – avisei e ela me olhou sorrindo.
- Eu posso carregar uma mala, não estou doente Justin. – riu e eu revirei os olhos.
- Estou tentando ser cavalheiro. – expliquei e Candice gargalhou.
- Ok, então obrigada. – agradeceu, sorri abraçando-a e depositei um beijo na sua têmpora.
Chegamos ao hall do edifício e o elevador se abriu. Peguei as duas malas tirando-as do elevador e logo peguei a terceira fazendo o mesmo.
- Agora me deixa te ajudar, só vou levar até o carro, não tem problema algum. – Candice pediu e já foi pegando uma das malas indo em direção a saída do edifício sem ao menos me deixar questiona-la. Revirei os olhos e peguei as duas malas saindo do edifício.
- Vou é teimosa! – disse emputecido e ela riu.
- Obrigada. – debochou. Balancei a minhas cabeça negando o deboche dela, e ri.
Abri o porta-malas do carro e coloquei as três no mesmo. Caminhei até a porta do motorista, e entrei no carro. Candice já me esperava com o cinto de segurança colocado.
Coloquei o cinto se segurança e liguei o carro. As mãozinhas ages de Candice foram parar no rádio do meu carro, lingando o mesmo. Ela me olhou depois do que fez e sorriu para mim. Balancei a cabeça e sorri de volta.
- Abusada. – disse e ela gargalhou.
- Desculpa se não gosta de mulher intrometida, mas sinto te informar que as vezes eu sou um pouquinho. – avisou e foi a minhas vez de sorrir.
- Então acho que teremos que dar um jeito nisso. Não acha? – perguntei e ela negou.
- Trate de se acostumar, senhor Bieber. – ela disse e bateu três vezes em minha coxa me fazendo gargalhar.
- Você não tem jeito. – falei e ela concordou.
Candice trocou a estação da rádio e começou a tocar All Of The Stars do Ed Sheeran, essa música não é uma boa escolha no momento. Mas eu que não vou trocar de música e deixar a tona os meus sentimentos que quero esquecer.
Candice Hughes’s P.O.V.
Troquei a estação da rádio e começou a tocar uma música que eu até então nunca tinha ouvido, mas tenho certeza que a voz é do Ed. Prestei atenção na letra da música.
So open your eyes and see
The way our horizons meet
And all of the lights will lead
Into the night with me
Sorri ao ouvir essa parte da música, eu espero que isso que está acontecendo comigo e com o Justin de certo, não quero que no final eu saia machucada de alguma forma
And I know the scars will bleed
But both of our hearts believe
All of the stars will guide us home
E se a Caitlin algum dia renascer das cinza e vier aterrorizar a minha vida novamente? Eu realmente não quero que isso aconteça. Tenho quase certeza de que eu posso fazer o Justin se apaixonar por mim, mas com ela no meio definitivamente as minhas chances diminuem para 5%.
I can hear your heart
On the radio it beats
They played "Chasing Cars" and I thought of us

Back to the time you were lying next to me
I looked across and fell in love

So I took your hand
And through all the streets I knew
Everything led back to you
Troquei de música pois vi que o Justin estava incomodado, seus dedos batucavam o volante de maneira rápida e mesmo tendo que prestar atenção na estradas, suas pernas balançavam rapidamente como se quisesse se distrair. E obviamente eu notei que era por causa da letra da música. E o pior é: ele estava pensando na Caitlin.
Fechei os meus olhos e respirei fundo. Encostei a minha testa no vidro e fiquei olhando a paisagem dos carros passando pelo nosso em velocidade rápida.
***
Justin estava com as chaves da cobertura em mãos e abriu a porta me dando passagem para adentrar na cobertura. A única vez que vim aqui foi no jantar de noivado dele com a Caitlin. Não conhecia muito bem o local. Fiquei reparando em tudo e ouvi a porta sendo fechada.
Justin deixou as malas em algum lugar e logo caminhou até a mim e me abraçou por trás.
- Seja bem vinda a sua nova moradia. – beijou o meu pescoço me causando um arrepio. Respirei fundo e assenti.
Pois é, agora essa é a minha nova residência. Só espero que tudo corra bem. Não sei porque, mas estou com a impressão de que não vai ser nada fácil. 

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