domingo, 26 de julho de 2015

Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 23: Desejo.

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 23 - Desejo.

“Não peca quem peca por amor.”

Naquela noite, depois de toda a demonstração de carinho e atenção do Justin, eu não consegui dormi direito. Assim que fechava os meus olhos, o sorriso dele aparecia em minha mente, o olhar intimidador me deixava literalmente molhada, meu corpo pegava fogo, estava sendo atingida por várias ondas de prazer, só em lembrar do Justin meu corpo ficava em alerta. Eu precisava dele, estava sentindo um prazer incontrolável, meu corpo implorava pelo Justin.
Por várias vezes eu rolava na cama, mudava de lugar, mas de nada adiantava, eu sabia bem onde eu queria estar e como eu queria estar.
Me levantei da cama, olhei o relógio e marcava três e meia da manhã, e fui em direção a porta do meu quarto. Oh meu Deus, eu não acredito que irei fazer isso. Não acredito que irei me submeter a isso.
Caminhei devagar até o quarto do Justin e bati na porta três vezes. Esperei ele abrir, olhei para baixo e mordi a minha bochecha. Eu estou nervosa, muito, muito nervosa.
Ouvi o barulho da porta se abrindo e fui levantando a cabeça devagar. Justin está apenas de cueca e me encarando com o olhar confuso e surpreso. Automaticamente mordi meu lábio inferior. Meu corpo foi entrando em alerta e eu senti minhas pernas começarem a tremer, meu corpo inteiro se arrepiou quando ele tocou no meu ombro.
- Candice, está tudo bem? – perguntou e eu encarei o mar caramelado.
- Eu estou com desejo. – falei e mordi minha bochecha.
- Hum... Ok, que desejo? – perguntou me dando espaço para entrar no seu quarto.
Adentrei o quarto e olhei tudo, parei meus olhos na cama e fui até a mesma. Me sentei na cama do Justin e passei a minha mão sentindo a macies do colchão.
- Eu... Eu quero você. – respondi e fitei os olhos do Justin.
Suas pupilas se dilataram, Justin abriu um sorriso malicioso e veio andando até a mim devagar.
- Você me quer? – perguntou próximo ao meu rosto e mordeu meu lábio inferior. Arfei e assenti balançando a minha cabeça rapidamente.
- Me quer como? – perguntou de novo e apertou a minha coxa esquerda com força, arfei novamente.
- Te quero dentro de mim, Justin. – respondi e ele sorriu.
Justin atacou meus lábios em um beijo veloz e intenso. Ele me deitou na cama e se livrou do meu baby doll, fiquei apenas de calcinha. Logo eu me encontrei sem nada cobrindo o meu corpo. Tirei a cueca do Justin e subi em cima dele.
Agarrei seus cabelos e beijei os lábios dele com desejo, como eu quero esse beijo, como eu quero este homem, meu Deus, eu o quero mais que tudo.
Senti o Justin me penetra e gememos juntos.
***
Abri os meus olhos e semicerrei os mesmos, senti as mãos quentes do Justin acariciarem a minha barriga. Oh meu Deus, sério que eu realmente vim atrás de sexo ontem? O que eu estou fazendo? Que merda eu tenho na cabeça? Só pode ser a gravidez, só pode.
Fechei meus olhos novamente: Você é uma burra, estupida, e arrrgh Candice, estou com vontade de me socar. Como eu pude ter uma recaída dessa?
Tirei o braço do Justin de cima de mim e tentei levantar da cama.
- Vai me explicar o motivo de ter parado na minha cama? – ouvi Justin perguntar e fechei meus olhos, era para ele estar dormindo.
- É... E-eu já falei, foi só... Desejo. Coisa de grávida. – me embolei para falar e ele sorriu.
- Vou torcer para que você tenha mais desejos como esse. – ele disse e eu mordi minha bochecha internamente.
- Eu vou para o meu quarto. – falei e finalmente me levantei da cama, peguei o meu baby doll que estava jogado no chão, vesti a minha calcinha e fui em direção a porta do quarto do Justin.
Me virei para ele novamente, Justin estava com os braços atrás da cabeça apoiando a mesma, e fitando o teto. Mordi meu lábio inferior e suspirei em seguida. Eu não o conheço tão bem, mas eu sei que ele está com algo o incomodando, ele está quieto demais, isso é suspeito.
- Você está bem? – perguntei e ele finalmente me olhou.
- Estou. – respondei e abriu um sorriso sem mostrar os dentes.
Me virei para a porta e abri a mesma, deixei o quarto do Justin e fui até o meu. Tranquei a porta e me joguei na minha cama.
Eu não sei o que está acontecendo com ele, na verdade eu não entendo as mudanças repentinas do Justin, só espero que dessa vez ele continue assim por um bom tempo, ou que mude para melhor.
Fechei os meus olhos e acabei pegando no sono novamente.
***
Atlanta, GA – Estados Unidos.
12 de junho de 2016 – Segunda consulta.

Eu, Justin, Pattie, minha mãe e Jill estamos sentados na sala de espera da doutora Grace Smith, pois é, eu realmente mudei de obstetra.
Assim que a recepcionista avisou que eu seria atendida, todos nós nos levantamos e seguimos juntos para a sala da doutora Grace.
Pelas minhas contas eu estou com dois meses e dezessete dias. Estou ansiosa para saber o sexo do meu bebê, mas acho que não vai dar para ver hoje, eu quero muito ter a certeza de que é um menino, poderia já ir comprando as coisinhas para o quartinho dele, roupinhas, fraudas, brinquedos, e tudo que ele irá precisar.
- Olá, eu sou a doutora Grace. – a medica me estendeu a mão para que eu pegasse na mesma, assim eu fiz. Sorri para ela.
- Será que vai dar para saber o sexo do bebê hoje? – Justin pelo jeito está mais ansioso que eu.
- Bom, o mais provável é descobrirmos com mais ou menos quatro meses de gestação. – a medica disse e eu assenti.
- Estou com quase três. – afirmei e ela assentiu.
- Talvez na próxima consulta saberemos. – Grace disse e Justin suspirou. – Poderia se deitar ali na cama? Quero ver como está a saúde do bebê. – Grace pediu e eu assenti.
Me levantei da cadeira e fui em direção a cama, deitei na mesma e logo Grace veio até a mim, ela abaixou um pouco a minha saia, levantou a minha blusa e logo eu senti um gel na minha barriga.
***
- Está tudo ótimo com o seu bebê e com você também, mas o seu peso está um pouco abaixo do normal, então quero que se alimente bem, procura comer verduras, frutas, alimentos saudáveis, vai te ajudar muito. – Grace recomendou.
- Ok, eu vou tomar conta da alimentação dela. – Justin respondeu por mim arrancando risada dos outros.
Olhei para ele e sorri.
- Também quero que pare de tomar os remédios para enjoos, agora eles vão diminuindo por si só, não é muito bom tomar remédios diários quando se está grávida, a não ser que seja muito necessário. – Grace pediu e eu assenti.
- Doutora, quando é que eu vou sentir o meu bebê? – perguntei e ela sorriu para mim.
- Bom, como você é mãe de primeira viagem, provavelmente só vai sentir os movimentos do seu bebê entre dezoito a vinte semanas de gestação. – me avisou.
- Nossa, vai demorar muito ainda. – falei frustrada.
- Mas posso te garantir que vale a pena. – minha mãe disse e colocou uma de suas mãos no meu ombro alisando o mesmo.
- Mais alguma dúvida? – Grace perguntou.
- Bom, sobre desejos... Eu ando tendo desejos bastante constrangedores. – mordi minha bochecha – Meus hormônios estão a flor da pele e eu fico excitada muito mais fácil, isso é normal? – perguntei.
- É sim, durante a gravidez os seus hormônios e emoções estarão bem mais exaltados, por isso a sua excitação vem com mais frequência e repentina. – explicou.
- Que bom. – ouvi Justin sussurrar. Olhei para ele semicerrando meus olhos e todos riram.
- E quando é que eu vou notar a minha barriga crescer? – perguntei e alisei a minha barriga por cima da minha blusa.
- Isso varia, tem mulheres que já no primeiro mês percebem a barriga crescer, tem outras que demoram mais a perceber, mas o mais provável é que com três meses já dê para perceber. – respondeu e eu assenti.
- Acho que é só isso. – falei por final.
- Doutora, ela vai ter que permanecer vindo as consultas mensalmente? – Justin perguntou.
- É o mais certo a se fazer, até os oito meses as consultas tem que ser mensalmente, depois dos oito meses, é bom que seja quinzenal e a partir da trigésima sétima consulta é bom que ela venha semanalmente. – avisou.
- Doutora, enquanto a Candice morava comigo, ela comia muita besteira, já chegou a comer um pote inteiro de sorvete sozinha! Isso é normal? – Jill perguntou e eu revirei os meus olhos.
Que saco, agora vão ficar perguntando sem parar.
- Não, o ideal é manter uma alimentação saudável, e nada de comer por dois, você tem que engordar no máximo onze quilos durante toda a gravidez, é melhor para o parto e os inchaços são menores. – respondeu.
- Acho que já está bom de perguntas, não? – falei e eles riram.
- Candice, vou passar alguns exames de rotina para você e algumas vacinas que deve tomar, isso é para prevenir algo que possa acontecer. – disse e eu assenti.
***
Entrei no carro do Justin e ele logo deu a partida, liguei o rádio e fiquei encarando a estrada. Nós não estávamos indo para a cobertura, onde é que essa criatura está me levando?
- Justin, para onde estamos indo? – perguntei e ele olhou para mim.
- Vamos no mercado, vou comprar alimentos saudáveis para você, a doutora disse que é preciso se alimentar bem, e comer pizza todos os dias não é nem de longe uma boa alimentação. – respondeu e eu sorri.
Eu gosto de saber que ele se preocupa comigo e com a saúde do nosso filho, Justin com certeza será um ótimo pai.
- Não gosto muito de verduras. – fiz careta.
- Mas vai ter que comer, e sem reclamar. – afirmou e eu revirei os olhos.
- Larga de ser chato.
- Larga de ser teimosa.
- Eu não sou teimosa. – me fiz de ofendida.
- Eu não sou chato. – disse da mesma forma que eu.
Rimos.
Desde aquela noite que eu praticamente pedi que ele transasse comigo nós não temos mais nenhum tipo de contato amoroso, estamos agindo como se fossemos amigos, e nada a mais que isso. A cada dia que passa eu me apaixono mais ainda por ele, e as atitudes que ele tem comigo está me fazendo perceber que ele está tentando ficar “pronto” para mim.
Nós passamos muito tempo juntos, quero dizer, quando não estamos na universidade ou quando ele não está trabalhando, nós ficamos juntos. Justin raramente tem saído com os meninos, e quando sai, chega em casa sóbrio, o que é bom, ótimo na verdade.
Chegamos no mercado e saímos do carro, Justin veio até a mim e pegou na minha mão, caminhamos juntos até a entrada do mercado, pegamos um carrinho e fomos a procura de frutas, verduras e legumes. Nossa, só em pensar que vou ter que comer tudo isso, me dá ânsia de vômito.
- Vamos primeiro comprar as frutas, eu vou deixar você escolher o que quiser. – Justin disse e eu sorri.
- Eu gosto de maçã, uva, banana, ameixa, kiwi, abacaxi, pera... Acho que está bom. – suspirei e Justin riu.
Pegamos todas as frutas que eu disse e mais outras que eu fui lembrando.
***
Terminamos de fazer as compras e voltamos para o carro, seguimos rumo ao apartamento do Justin, ainda não consigo chamar de “nosso apartamento” não me sinto à vontade lá, eu não sei porque, mas aquela cobertura não simpatiza comigo e nem eu com ela. Por onde eu olho eu penso que o Justin e a Caitlin, ou até mesmo outra mulheres, já fizeram muitas coisas inapropriadas pelos cômodos da cobertura, e eu não gosto nem um pouco de ficar pensando nisso.
Eu super apoio a ideia de morarmos em outro lugar, quem sabe uma casa? Eu sempre quis morar em uma casa, apartamentos dão trabalho demais, e sem contar que é perigoso para o meu bebê, vai que ele acaba se debruçando em uma dessas janelas e cai do vigésimo andar? Que horror, não quero nem pensar nisso, não mesmo.
- Justin, acho que devemos nos mudar, o que você acha? – perguntei e ele franziu a testa me olhando.
- Porque acha isso? – perguntou. – Não quero deixar a minha cobertura, eu trabalhei muito para compra-la com o meu dinheiro.
- Justin, é melhor para o bebê, vai que acontece algo com ele, moramos no vigésimo andar daquele edifício, não vai ser nada fácil cuidar dele quando ele começar a andar, e se acontecer algo? – mexi com o psicológico dele.
- Não sei não... – demonstrou dúvida.
- Não precisa se desfazer da sua cobertura... – falei.
- Vou pensar, Candice. – disse por final. 
Já é um começo, vai ser ótimo ter a nossa casa, algo só nosso, e sem rastros de outras mulheres. Será incrível, tomara que ele pense melhor e aceite a minha proposta. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário