segunda-feira, 20 de julho de 2015

Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 20: Eu quero apenas ele!

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 20 - Eu quero apenas ele!

“O amor nasce de pequenas coisas, vive delas e por elas às vezes morre.”

Atlanta, GA – Estados Unidos.
18 de maio de 2016 – Domingo.

Acordei com uma dor de cabeça terrível, olhei a hora no meu celular e marcava nove horas da manhã. Não dormi absolutamente nada. Merda!
Levantei da cama e peguei o meu remédio e o copo de água que estava em cima do criado mudo. Tomei o remédio com a ajuda da água e me sentei na cama novamente.
Depois que sai do banheiro ontem, não sai do quarto para mais nada, estava sem saco para olhar o Justin. Não quero vê-lo nem tão cedo, mas infelizmente isso não é possível.
Me joguei para trás e coloquei o meu travesseiro no meu rosto. Ouvi batidas na porta e me recusei a ir abrir a mesma.
- Candice, abre por favor! – Justin pediu e eu bufei.
- Não quero te ver, Justin! – falei alto para ele ouvir.
- Abre de olhos fechados, eu só preciso que me escute. – ri. O filho da mãe ainda consegue ser fofo.
Me levantei e fui até a porta. Girei a chave e peguei na maçaneta girando a mesma. Fechei os meus olhos e ouvi a gargalhada do Justin.
- Pensei que não levaria a sério. – falou e eu bufei ameaçando fechar a porta, mas ele me impediu e entrou no meu quarto.
Me virei e fui de olhos fechados até a minha cama e deitei na mesma, coloquei o meu travesseiro no meu rosto e fiquei quieta. Sim, estou parecendo uma criança imatura, mas eu realmente não quero olha-lo.
- Olha, eu estou em um momento um pouco conturbado, e você sabe disso Candice. Ontem eu sai com o Ryan para me divertir, bebi demais e acabei saindo com uma mulher e tal, meu celular acabou a bateria. Me desculpa por não estar aqui quando precisou, Candice. – pediu desculpas.
Ouvi ele dizendo na minha cara que estava com uma outra mulher mesmo sabendo que eu sou apaixonada por ele me doeu e muito. Justin não tem noção do que diz, não tem percepção das coisas que saem da boca dele.
- Justin, agora eu não quero nem te ver e muito menos te ouvir. – falei e senti ele se deitar ao meu lado.
- Eu prometi que seria sincero, e estou sendo sincero. Sei que dizer que eu estava com outra mulher te incomoda, mas não vou mentir para você Candice. – ele disse e meus olhos se encheram de lágrimas.
- A verdade dói. – falei e ele acariciou a minha barriga, me arrepiei.
- Não quero mais mentir, já basta o que aconteceu comigo e com a Caitlin. – ele disse e eu tirei o travesseiro do meu rosto e olhei nos olhos do Justin. Ele estava sem camisa exibindo o seu físico perfeito e de calça moletom.
Na verdade, eu não tenho muito o direito de ficar assim pelo fato dele ter saído ontem. Confesso que não estou puta por ele não ter me ajudado. Estou puta por ele ter me deixado aqui sozinha para sair com outra mulher. Isso que me deixa com raiva. Até porque ele não podia prever que eu passaria mal. E nossa, eu estava muito bem até ele sumir do nada.
- Você me deixa completamente desnorteada. – disse baixo e ele sorriu para mim.
- Porque eu te deixo assim? – perguntou e se deitou com a cabeça colada na minha me abraçando. Suspirei e fechei meus olhos.
- Porque... Uma hora eu vejo que não tenho chance alguma com você, vejo que nós nunca daríamos certo. E outra hora você me faz ter esperanças, me faz imaginar nós dois juntos. Até parece que estou em uma montanha russa que nunca acaba. Às vezes me sinto no topo, e outras vezes na base. – expliquei e senti o Justin suspirar.
- Talvez eu também me sinta assim. – ele disse e eu não compreendi o que ele quis dizer.
- Explica? – pedi e ele riu nasalmente me fazendo arrepiar.
- A minha vida está tendo altos e baixos, Candice. Não pense que é só você que se sente dessa forma. Eu não tenho tempo para pensar mais em mim. Tenho meu trabalho, a universidade, meu pai me enchendo o saco. Porra, eu estou de saco cheio de tudo! – desabafou.
Me virei ficando com o meu rosto bem perto do dele, a respiração do Justin bate na minha boca, o olhar dele está direcionado ao meu. Sorrimos e automaticamente iniciei um beijo.
No começo o beijo estava lento, estávamos aproveitando o máximo, até que senti as mãos do Justin em meu corpo me acariciando. Nosso beijo foi se intensificando. Fiquei por cima dele com uma perna de cada lado da cintura do Justin, mas sem cessar o beijo. Senti as mãos dele indo de encontro a minha bunda e apertando a mesma, ato que me faz arfar entre o beijo.
Justin levou suas mãos até a alça da minha lingerie e tirou as mesma do meu ombro na intenção de tirá-la do meu corpo. Cessamos o beijo e eu puxei a minha lingerie para cima tirando a mesma. Voltei a beijar o Justin e ele abriu o fecho do meu sutiã. Justin tirou o meu sutiã deixando os meus seios à mostra.
Cessamos o beijo novamente e o olhar do Justin foi parar nos meus seios me fazendo corar. Justin me deitou na cama e ficou por cima de mim, mas obviamente não colocou o peso. Ele voltou a me beijar e uma de suas mãos foi para na minha calcinha e seus dedos começaram a estimular o meu clitóris.
- Eu preciso de você dentro de mim, Justin. – falei e arranhei a costas dele com força arrancando um gemido baixo do Justin.
- Sem preliminares? – perguntou e eu assenti.
Justin me selou novamente, e começou a trilhar um caminho de beijos pela minha barriga me fazendo arrepiar. Assim que seus beijos chegaram no cós da minha calcinha eu arrepiei. Justin ameaçou tirar a minha calcinha e eu levantei o meu quadril para ajudá-lo. Assim que me encontrei totalmente nua e expostas para ele, senti um pouco de vergonha, aposto que fiquei corada. Justin se ajoelhou na cama e ameaçou tirar a calça.
- Ei, eu que tenho que fazer isso. – falei e o empurrei para trás fazendo com que ele se deitasse na cama e fiquei de joelhos na mesma. Puxei a calça do Justin na intenção de tirá-la e assim que consegui, vi o volume visível por baixo da cueca branca dele.
Justin me puxou e me beijou. Eu comecei a distribuir beijos e mordidas por todo o abdômen do Justin. Parei no cós da cueca dele e puxei a mesma usando as minhas mãos, tirei a cueca do Justin e mordi meu lábio inferior assim que tive a visão do membro dele exposto.
Olhei nos olhos do Justin e sorri, ele fez o mesmo. Justin se posicionou no meio de minhas pernas e eu enganchei as mesma em volta da cintura dele, o membro do Justin entrou em contato com a minha vagina me fazendo arfar, uma corrente elétrica passou pelo meu corpo assim que eu senti o pênis do Justin me penetrando.
As entocadas estavam sendo lentas, mas profundas. A cada entocada eu gemia baixo.
- Justin... Vai mais rápido? – pedi em meio aos gemidos e vi um sorriso brotar no rosto dele.
Senti as entocadas aumentarem o ritmo e minha respiração ficando cada vez mais descompensadas, meus gemidos saiam involuntariamente, as vezes altos demais e outras vezes sem emitir som algum. Ficamos assim por longos minutos, até que eu senti as minhas pernas ficando bambas, meu coração acelerar, minha respiração falhar e uma corrente de prazer correndo pelo meu corpo, meu ápice havia chegado e eu gozei, não demorou muito e eu ouvi o gemido rouco do Justin assim que senti o seu líquido me invadir.
Justin se jogou ao meu lado e ficamos esperando nossas respirações se acalmarem.
- Não há nada mais gostoso que sexo matinal. – ele disse e eu gargalhei.
- Você é um ridículo. – falei e ele me abraçou.
- E você me ama. – ele disse e eu engoli a seco. Não respondi nada, nunca confessei amar o Justin, eu já disse sim ser apaixonada por ele, mas amar, amar não. Eu acho que não tenho essa coragem.
- Para de palhaçada! – falei e ri tentando disfarçar. Não poderia negar, já que não é mentira, e não poderia afirmar, já que não tenho coragem o suficiente para tal ato.
- Sabia que a Jillian ontem apareceu lá onde eu e o Ryan estávamos? – ele disse e gargalhou, obviamente pelo que a Jillian deve ter feito.
- Me conte exatamente o que ela fez. – falei e Justin gargalhou assentindo.
“Estava sentado na cadeira do balcão do bar, a Nathalie, mulher que estava comigo estava sentada no meu colo. Ryan estava na cadeira ao meu lado beijando a Bruna.
O celular do Ryan não parava de tocar, mas ele sabia que era a Jillian, e por isso não atendeu. Uma hora depois, eu olhei para a porta do bar e vi a Jillian olhando por todo o local. Assim que os olhos dela parou no Ryan agarrado com a Bruna, Jillian ficou vermelha de raiva.
- Ryan, a Jill está aqui caralho. – falei cutucando ele que na mesma hora olhou para porta do bar.
- Eu estou fodido. – ele disse e passou a mão no cabelo sorrindo para a Jillian.
Vi o sorriso debochado que Jill mandou para Ryan e ela veio andando devagar até ele.
- Eu vou correr. – Ryan falou e eu gargalhei.
- Oi, Justin. – Jill disse e pegou o meu copo dando um gole só acabando com todo o líquido do meu copo.
- Oi Ryan, está se divertindo? Vejo que sim. – Jill disse e riu irônica.
Ela já estava me assustando, parecia uma mulher possuída. E olha que eles dizem que só se “pegam”.
- E-eu não, só vi-vim beber. Não é Justin? – perguntou para mim e eu ri negando.
- Não me coloca no meio disso não. – falei e me afastei.
- Ryan, quem é essa? – Bruna que até então estava calada, perguntou.
- Vou de dizer quem sou eu, queridinha. – Jillian falou com um sorriso sonso no rosto e se virou para Bruna. – EU SOU A MULHER QUE VAI METER A MÃO NA TUA CARA SE VOCÊ NÃO LARGAR O MEU HOMEM! – Jillian berrou.
Bruna arregalou os olhos e saiu de perto do Ryan indo para outra mesa.
- QUE PORRA VOCÊ PENSA QUE ESTA FAZENDO AQUI RYAN? E AINDA COM ESSA VADIA? – Jillian perguntou e Ryan ficou calado. – ME RESPONDE! – Jill começou a estapear o Ryan.
Eu já não aguentava mais de tanto rir.
- Calma Jill, vamos conversar. – Ryan disse e a Jill gargalhou. O rosto dela estava totalmente vermelho de tanta raiva que ela estava sentindo. – Está todo mundo olhando para nós dois.
- QUE SE FODA TODO MUNDO RYAN, EU QUERO QUE TODO MUNDO VÁ PRA PUTA QUE PARIU. – Jillian gritou e eu gargalhei.
- Senhora, se continuar a gritar, vou ter que pedir que se retire do estabelecimento. – o garçom disse e Jillian o olhou arregalando os olhos com desdém.
- E é você que vai me tirar daqui? Pelo amor de Deus, vê se vai atrás de massa muscular primeiro, nem força você tem pra fazer isso. EU QUERO VÊ QUEM TEM CORAGEM DE ME TIRAR DESSA MERDA AQUI! – Jillian estava descontrolada.
Eu já não aguentava mais de tanto rir.
- Jillian, vamos conversar lá fora. – Ryan tentou puxar a Jill mas ela não deixou e acabou socando o braço dele.
- NÃO VOU PRA LUGAR ALGUM! VOCÊ VAI FICAR AQUI DENTRO. Não é aqui que você estava o tempo todo? ME TRAINDO COM UMA VADIA QUALQUER? Porque quer ir embora agora? Não está gostando do meu showzinho?
- Jillian, para com isso.
- Ryan, você é um... Arrrgh! – Jillian estapeou Ryan, que estava tentando se defender colocando os braços na frente.
Cai na gargalhada de novo.
- PAROU COM A PALHAÇADA AQUI! – o segurança do bar entrou no meio dos dois e os pegou pelo braço levado ambos para fora do bar. O cara deve ter uns dois metros, parece um monstro de tão grande.
Fui atrás dos dois depois que paguei tudo que consumimos. Sai o bar e a Jill estava chorando sentada na calçada e Ryan andando de um lado para o outro com as mãos na cabeça.”
- Por final eu não entendi nada. Uma hora a Jillian estava querendo matar o Ryan, e depois estava chorando. – Justin terminou de contar tudo e eu cai na gargalhada.
- Esses dois são uns comediantes. – falei e Justin riu assentindo. – Eu falei com a Jillian que iria no apartamento dela hoje.
- Ao invés disso, nós podíamos chama-los para ir no jogo de basquete, os Lakers vão jogar. – ele disse e eu dei de ombro.
- Pode ser. – falei e ele sorriu me selando logo em seguida.
- Vou ligar para o Ryan. – Justin disse e se levantou saindo do meu quarto.
Fiquei com um sorriso bobo no rosto, e suspirei. Peguei o meu celular que estava em cima do criado mudo e disquei o número da Jill que eu já sei de cór e salteado. Na segunda chamada ela me atendeu.
- Oi, Cady. – disse e eu estranhei, Jill só me chama de Cady quando esta mansinha, e bom, era para ela está cuspindo fogo pelas orelhas, já que ontem foi “chifrada” como ela mesma disse.
- E ai Jill, deu tudo certo? – perguntei e ouvi a risadinha dela.
- Acabamos parando na cama. Como sempre! – ela disse e eu gargalhei.
- Não era você que iria matar o Ryan?! – debochei e ela fingiu uma risada.
- É, mas a gente nem tem nada sério, é só pegação. Nem eu mesma entendi o motivo de eu ter ficado tão fora de mim daquele jeito. – falou e eu revirei os olhos. “É porque você o ama, babaca!”, deu muita vontade de responder isso.
- Sei, dona Jillian. Pode admite logo que ama o Ryan? – perguntei e ela gargalhou.
- Não o amo, pelo amor de Deus, Candice! – disse e bufou.
- Está bem Jillian. Mas te liguei mesmo para te convidar a ir no jogo de basquete, Justin e Ryan vão. – falei.
- Agora? Que horas vocês vão? – perguntou.
- Eu não sei, mas assim que ficar sabendo eu te aviso! – expliquei.
- Ok, vou esperar.
- Até depois então, beijinhos. – me despedi.
- Beijos. – Jillian disse e desligou a ligação.
Joguei o meu celular na cama e me deitei novamente. O cheiro de sexo está impregnado na colcha da minha cama. Eu falo tanto que não consigo entender o Justin, mas também não me entendo. Uma hora não estou querendo vê-lo, outra hora estou transando com ele. Qual é o meu problema?
- Vamos as sete da noite, até lá podemos sair para tomar sorvete, o que acha? – perguntou e eu sorri para ele. Amo sorvete, acho que já deu para perceber.
- Acho ótimo! – disse empolgada e ele riu. – Só vou tomar um banho e me arrumar.
- Ok, vou fazer o mesmo. – ele disse e saiu do meu quarto.
Mandei uma mensagem para a Jillian avisando o horário do jogo e fui tomar o meu banho.
***
Estávamos em frente a sorveteria. Saímos do carro e seguimos em direção a entrada da sorveteria.
- Vou comprar os sorvetes, vai querer de que? – ele perguntou e eu fiquei pensativa.
- Quero de kiwi, ameixa, céu azul e pavê, tudo junto. – falei e ele me olhou de olhos arregalados.
- Você está bem? – perguntou e riu. Revirei os meus olhos e assenti.
- Estou com vontade de tomar todos esses sabores juntos, ué. – respondi como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Justin balançou a cabeça e riu, se virou em direção ao atendente e foi até ele. Fiquei observando a rua e meus olhos pararam em um casal que estava sorrindo e de mãos dadas, pareciam estar muito felizes. Juro que imagino eu e o Justin dessa forma.
- Aqui está o seu sorvete de kiwi, ameixa, céu azul e pavê. – ele disse colocando o pote na minha frente. Ao olhar, minha boca encheu d’agua.
Justin se sentou na cadeira a minha frente e ficou me olhando. Parei de tomar o meu sorvete e o encarei também.
- O que foi? – perguntei e ele mordeu o lábio inferior.
- Estava pensando sobre o que você me disse hoje de manhã. – falou e eu corei. – Talvez eu possa acabar com essa montanha russa interminável que você está vivendo.
Meu coração começou a bater mais rápido, minhas mãos começaram a suar e as minhas pernas estavam moles como geleias.
- Co-como? – perguntei e ele riu nasalmente.
- Não acho que seja impossível eu gostar de você como você gosta de mim, mas Candice... – suspirou – Você mais que ninguém sabe como eu sou, e já foi uma das minhas “vítimas” talvez ainda seja, não sei... – suspirou novamente – Não acho que eu esteja pronto para começar outro relacionamento, até porque eu ainda acho que amo a Caitlin. Mas eu quero te confessar que eu quero muito me apaixonar perdidamente por você, porque eu sei que você pode ser a certa para mim, de alguma forma eu sei que se eu me entregar a isso que nós temos não me arrependerei, mas agora... Agora eu não posso, eu não sei se estou pronto, porque eu juro Candice, eu juro que não quero errar com você. Com você eu quero que tudo dê certo, não quero te magoar. E por isso eu quero ter certeza que estou pronto para me entregar a você, não quero que sofra mais do que já sofre por mim.
Eu ouvi tudo calada, mas óbvio que eu estava com meus olhos repletos de lágrimas. Tudo que ele me disse agora foi tão, tão verdadeiro, tão sincero.
- Eu quero acertar com você. – finalizou e minhas lágrimas escorreram.
Abaixei a minha cabeça, e comecei uma batalha com meus polegares. Eu não sei o que dizer, tudo isso me respondeu muitas perguntar que eu tinha em mente, muitas perguntas que eu queria fazer para ele, porque eu realmente não entendia as atitudes que ele tinha comigo.
Nunca entendi o jeito dele ser fofo e atencioso, e ao mesmo tempo não se poupar em falar de outras mulheres para mim.
- Eu quero que você acerte comigo, porque eu não aguentaria ser trocada por outra Justin. – falei e ela passou a língua nos lábios afim de umedece-los.
- Então espera eu estar pronto, não fique criando ilusões. Eu não sou perfeito Candice, eu sei que erro com você. Mas eu prometo que assim que eu estiver pronto, eu vou fazer de tudo para te fazer feliz, e fazer do nosso relacionamento o mais sincero, respeitoso e confiável o possível.
Sorri e mordi a minha bochecha. Ele está me pedindo para o esperar.
- Eu vou te esperar. – afirmei e ele sorriu.
Justin se inclinou na mesa e eu fiz o mesmo. Pensei que ele fosse me beijar, mas tudo que ele fez foi me dar um beijo na têmpora.
Entendi o motivo, acho que ele não quer que eu sofra mais ainda me iludindo a cada ato que ele tem, e acho que isso seja bom, já que eu vou parar um pouco de fantasiar tudo que acontece com a gente.
- Vamos? Ainda temos que almoçar, nós nem tomamos café da manhã e já estamos tomando sorvete. – ele disse e eu gargalhei.
- Se o Jason ficar sabendo disso, vai brigar muito comigo. – falei sem intenção alguma, mas vi que o Justin não ficou muito confortável com o que eu disse.
- Podemos ir? – perguntou e eu assenti.
Levantei da cadeira e me posicionei ao lado do Justin, saímos da sorveteria lado a lado. Justin abriu a porta do carro para que eu pudesse entrar, e assim eu fiz. Assim que ele fechou a minha porta, deu a volta e adentrou no carro, logo dando a partida.
***
Estava pronta, calça jeans, blusa dos Lakers – o Justin me obrigou a usar – tênis nos pés, cabelo salto e uma maquiagem básica. Sai do meu quarto e fui em direção a sala. Jillian e Ryan irão nos encontrar lá.
Assim que cheguei na sala, vi que Justin estava sentado no sofá amarrando os cadarços do tênis que estava usando. Ele também está com a blusa dos Lakers e uma calça jeans. Assim que ele percebeu a minha presença, seu olhar foi de encontro ao meu e um sorriso enorme invadiu o rosto dele.
- Você está linda. – me elogiou e eu sorri para ele.
- Você também está.
- Vamos? – perguntou assim que se pôs em pé e me estendeu um dos braços para que eu segurasse no mesmo. Cruzei nossos braços.
- Vamos.
Saímos do edifício e fomos em direção ao carro do Justin.
***
Chegamos na arena e logo avistamos o Ryan e a Jill sentados perto dos nossos lugares. Chegamos perto deles e nos acomodamos.
- Pensei que não chegariam nunca. – Ryan disse e apertou a mão do Justin fazendo algum tipo de “toque dos manos”.
- Candice me fez parar duas vezes, uma porque estava com vontade de comer torta de chocolate, e a segunda vez foi porque queria vomitar a torta de chocolate que tinha acabado de comer. – Justin disse e revirou os olhos. Ryan e Jill caíram na gargalhada e eu bufei.
Não tenho culpa se me deu vontade de comer a torta e logo depois vontade de vomitar a mesma.
Sentou, Ryan, Justin, eu e Jill. Na verdade a Jill e o Justin trocaram de lugar, já que o Justin queria ficar perto do Ryan para torcerem juntos para o time do coração. Homens.
- Como você e o Justin estão? – Jill perguntou um pouco algo por causa do barulho das pessoas gritando e também por causa da música que estava tocando.
- Nem eu sei te dizer. – parei de falar por não conseguir me acostumar com o barulho ensurdecedor que estava. – Podemos ir ao banheiro rapidinho? – perguntei e Jill assentiu se levantando.
Me virei para o Justin e avisei que iriamos no banheiro.
Saímos dos nossos lugares indo em direção ao banheiro, cada vez que chegávamos mais perto do banheiro o barulho ia diminuindo.
- Hoje eu e o Justin conversamos sobre nós. – falei e Jill me olhou.
- O que vocês conversaram? – perguntou.
- Ele me pediu para esperar por ele, disse que queria fazer tudo certo dessa vez, que não queria errar comigo. Falo que acha que ainda não está pronto, e que assim que estiver, ele vai se empenhar em mim. – falei e Jill gargalhou.
- Então quer dizer que enquanto você estiver esperando por ele, ele vai poder comer quantas quiser? Isso é muito idiota, não acha? – perguntou e eu engoli a seco.
- Não sei Jill, ele mexe comigo de uma forma que me deixa louca. Eu o amo, e você sabe disso. E ouvi-lo dizer aquelas coisas me deixou sem reação. Eu quero espera-lo. – falei.
- Candice, pelo amor de Deus! Sei que o ama, mas nem por isso você tem que ficar que nem uma babaca esperando pelo Justin. Então quer dizer que por você está tudo bem? Que ele pode sair com quem ele quiser e você tem que ficar em casa esperando por ele sem ter direito de se divertir com outro cara? – perguntou e eu abri a boca com indignação.
- Jillian, pelo amor, eu estou grávida! Acha mesmo que eu quero sair por ai dando pro primeiro que aparecer só porque o Justin está com outras mulheres? – debochei.
- Não disse que tem que transar com o cara Candice, estou querendo dizer que assim como ele tem o direito de sair com quem ele quiser, você também tem, até porque vocês não estão em um relacionamento. Para de se prender ao Justin, sabe se lá quando ele vai estar pronto para assumir algo com você. – falou irritada e bufou.
- Não quero mais falar sobre isso, chega! – falei e virei de costas para Jill.
- Isso mesmo, foge do assunto! Só para você se situar que estamos na vida real, e não em um conto de fadas onde tudo é mil maravilhas e o príncipe encantado está destinado a viver feliz para sempre com a princesa. Candice, você não é uma princesa, e muito menos o Justin um príncipe encantado. E por Deus! NÓS NÃO VIVEMOS UM CONTO DE FADAS! – Jill está completamente enfurecida.
- Chega Jillian, eu não sou uma criança. Sei muito bem as consequências das minhas escolhas. E eu escolhi esperá-lo. – falei.
- Você está fazendo papel de idiota! Eu só espero que não se arrependa. – Jill disse e saiu do banheiro.
Sei que eu posso estar sendo precipitada em esperar pelo Justin, mas a escolha é minha, e eu o quero. Eu sei que ele pode se apaixonar por mim, sei que isso pode acontecer, eu quero viver com ele. Jillian pensa dessa forma porque ela já sofreu por amor, sabe como é, sabe que nada é fácil e que nem sempre dá certo. Por isso ela leva essa vida de “pegação” com o Ryan, Jillian não consegue assumir um compromisso sério, ela tem medo.
Eu entendo a preocupação dela, entendo que ela já tenha passado por algo assim, sei que ela já teve o coração quebrado. Mas eu realmente acho que pelo Justin vale a pena esperar. Eu sinto que só ele tem o que eu quero, que só ele pode me dar o que preciso. Eu quero apenas ele, e mais ninguém!

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