quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 33: Surpresas.

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - Antes Tarde Do Que Nunca - Capítulo 33 - Surpresas.

“O que a memória ama, fica eterno.
Te amo com a memória, imperecível.”

Atlanta, GA – Estados Unidos.
24 de setembro de 2016 – Uma semana depois.

Justin Bieber’s P.O.V.
Depois de uma semana preparando tudo sem cessar, finalmente estava do jeito que eu queria. Me espelhei no gosto da Candice e no meu também.
Eu sei que ela vai gostar da surpresa, sei que é o que ela mais quer.
Imagino que ela deve estar pensando que eu me esqueci dela, que não fui atrás porque eu não a amo, que estou com várias outras mulheres. Candice tem dessas paranoias as vezes. Ela é bem mais ciumenta que eu.
- E ai, está tudo pronto? – Ryan me perguntou assim que entrou na minha sala.
Estou na empresa, deixei os últimos detalhes para a equipe que contratei terminar.
- Espero que sim, quando eu sair da empresa vou passar lá e arrumar tudo para hoje à noite. Se não fosse a faculdade eu com certeza já teria adiantado tudo para depois do trabalho, mas hoje eu tenho a última prova final. – falei e Ryan assentiu.
- Eu já estou com tudo planejado, vou dizer para ela que a mãe dela está passando mal e que me pediu para leva-la até ela. – falou e eu arregalei os olhos negando.
- Claro que não, se a Candice ficar muito nervosa é capaz de acontecer algo com o nosso filho. – falei e Ryan entortou a boca.
- Então não sei como tira-la de casa. – falou e eu bufei.
- Pede ajuda a Jillian. – sugeri.
- Você sabe que a Cady está te odiando né? – perguntou e eu ri assentindo.
- Mas foi ela quem disse que queria que eu provasse o meu amor, estou fazendo isso. – falei e ele assentiu.
- Eu sei, mas ela não sabe. Jillian ontem me ligou falando que a Cady estava pirando, achando que você está traindo ela, que você já está com outra... Essas coisas de mulheres. – falou dando de ombro e eu gargalhei.
- A Candice ainda não percebeu que eu só quero ela e mais ninguém. Não tenho coragem de trai-la, Ryan. – falei e ele sorriu.
- Continue assim parceiro. Mas falando em traição, e a Caitlin? – perguntou.
- Sumiu. Mandei Lucy enviar o envelope para ela, e não tenho mais nenhuma notícia da Caitlin, espero que continue assim. – voltei o meu olhar aos papeis que estavam em minha frente e comecei a estudar os projetos.
- Ai, a Candice está de quantos meses? – Ryan perguntou.
- Amanhã faz seis meses. – ao lembrar do meu filho, dei um sorriso involuntário. Como eu amo esse moleque.
Não o vi ainda, mas já o amo. Isso é tão estranho, amar alguém que você ainda não conhece.
- Só faltam três meses. – Ryan disse e eu assenti. – Você está preparado?
- Preparado para o que, Ryan? – perguntei voltando a minha atenção a ele.
- Preparado para ser pai, sabe que não é fácil, e vocês nunca tiveram nenhuma experiência desse tipo. – falou e eu engoli a seco. Respirei fundo e fechei os meus olhos por cinco segundos, logo os abri novamente e fitei Ryan.
- Eu me sinto preparado, eu não sei como, não sei de onde eu tirei preparação para isso. Mas só em saber que ele é meu filho e da Candice, eu já me sinto tranquilo. Sei que posso fazer isso, e sei que não estou sozinho. Ninguém nasce sabendo Ryan, mas aprende com o tempo, e eu estou disposto a ser o melhor pai para o meu filho. – falei e Ryan ficou me olhando sério.
Franzi o meu cenho e ele ainda continuava a me olhar.
- O que foi? – perguntei.
- A Candice te mudou cara. – falou e eu ri. – Sério, estou falando muito sério. Justin, você era o maior filho da puta que eu conheci, traia a namorada a rodo, não queria nem saber de nada. Estava fazendo a faculdade só porque queria o lugar do seu pai. Você era ganancioso e egocêntrico. Mas agora, agora o meu amigo está falando que ama como nunca amou ninguém, está empenhado na faculdade, faz de tudo para não perder a mulher amada e isso inclui não trai-la, e está mais do que preparado para ser o melhor pai que o seu filho poderia ter.  Santa Candice Hughes. – disse levantando as mãos para o ar como se estivesse aclamando a Candice.
- Para de babaquice Ryan, mas eu realmente mudei, mudei por ela. Pode até ser que eu tenha mudado tarde, mas eu mudei e me sinto bem melhor assim. – afirmei com toda certeza do mundo.
- Eu prefiro você assim. – Ryan disse e bateu no meu ombro. – Agora eu vou te deixar trabalhar, quando for a hora de levar a Cady, me liga. – pediu e eu assenti.
- Eu vou te ligar.
Falei e Ryan me deu a costas indo em direção a porta.
- Ryan! – o chamei antes dele sair.
- Fala Bieber. – disse virando para mim.
- Obrigado irmão, por tudo que está fazendo por mim, não sei o que seria de mim sem a tua ajuda. Sempre me ajudando a passar por problemas. – fiz uma coisa que eu nunca tinha feito na minha vida, agradecer ao Ryan por tudo que ele já fez por mim, e não foi pouca coisa.
Ryan arregalou os olhos, e ficou boquiaberto. Exagerado.
- Wow, você está me agradecendo ou eu estou ouvindo coisas? – perguntou debochado e logo deu uma risadinha. - Não precisa agradecer irmão, eu sei que faria o mesmo por mim. – Ryan disse e eu assenti.
- Não se acostuma, não vai ser sempre que eu vou te agradecer por algo. – falei e Ryan gargalhou.
- Normal, Bieber. – falou e saiu da minha sala.
Ryan as vezes é um pé no saco, mas melhor amigo que nem ele eu nunca vou achar. É como a Jillian e a Candice, eu nunca vi amizade tão verdadeira como a das duas. Hoje em dia ninguém quer saber de amizade, um sempre quer ser melhor que o outro, não querem saber do verdadeiro sentido da palavra amizade. Ninguém é amigo de ninguém, por isso temos que valorizar os que realmente são amigos, porque esses sim vale a pena se dedicar.
Ouvi duas batidas na minha porta e gritei para que entrem.
- Senhor Bieber, pediram para visar que já arrumaram tudo do jeito que o senhor pediu. – Lucy avisou e eu sorri.
- Obrigado, Lucy. – agradeci e ela sorriu saindo da minha sala.
Me sinto mais nervoso do que quando eu pedi Candice em namoro, porque eu sabia que ela iria aceitar, mas agora eu não sei se ela realmente vai me perdoar. Candice quando quer é orgulhosa, e eu não sei o que esperar dela.
Eu só espero que ela entenda que eu não fiz nada de errado, mas que mesmo estando certo, eu não desisti de tê-la comigo.

Candice Hughes’s P.O.V.
Justin não apareceu, já se passou uma semana, e ele não veio pedir para voltar.
Se eu não fosse tão orgulhosa, eu teria ido atrás dele, mas eu penso que se ele me ama de verdade, estaria aqui. E já que ele não está é porque não me ama, e eu não quero alguém que não me ame junto comigo.
Se eu estou mal pelo fato dele não ter vindo falar comigo? Muito!
Jillian que está me ouvindo reclamar da vida o tempo inteiro, e como uma ótima amiga, ela não reclama, mesmo querendo.
- Vamos sair! – Jillian disse e eu neguei. – Você não pode comer isso! – Jillian pegou a tigela de doce de leite das minhas mãos. Resmunguei.
- Não começa, me deixa comer, eu estou mal. – falei e Jillian revirou os olhos.
- Ai Candice, me desculpe amiga, mas eu estou com vontade de te socar. – falou e eu fiz biquinho. – Não adianta fazer esse biquinho não. Anda, vamos nos arrumar.
- Não quero sair. – afirmei. Jillian me puxou pela mão me levando para o quarto.
- Você não tem querer. – falou e eu revirei os olhos.
- Porque não pode me deixar um pouquinho quietinha? – perguntei fazendo manha.
- Porque eu não quero. – falou do mesmo jeito, revirei os meus olhos e Jillian gargalhou.
- Aonde vamos? – perguntei.
- Ryan vai passar aqui, vamos sair para qualquer lugar, você precisa sair de casa, isso faz mal. – falou e eu fiquei quieta.
Jillian mexia nas poucas roupas que eu deixei no apartamento dela, nada iria me servir ali, eu já estou com a barriga bem grande, e as roupas são de quando eu estava magrinha e não gravidinha.
- Não tem nada aqui. – falou.
- Eu sei. – afirmei.
- E me deixou procurar atoa? – me olhou indignada.
- Se eu falasse alguma coisa, você iria pensar que era mentira só para eu não sair, então fiquei quieta. – falei dando de ombro.
- Ok, então você vai assim. – falou e eu arregalei os olhos.
- Não vou assim, eu estou toda largada. – falei indignada.
- Não vamos em nenhum lugar muito requisitado, relaxa. – falou.
Ouvimos o barulho da campainha e eu bufei, sei que é o Ryan, eu só não quero sair. Mas talvez ele tenha notícias do Justin, e se o Justin estiver com ele?
Levantei da cama rápido e fui “correndo” até a sala para abrir a porta. Jillian veio atrás de mim e me olhava com cara de quem não estava entendendo nada.
Abri a porta e olhei para o Ryan, fechei meus olhos e logo revirei os mesmo. Minhas esperanças do Justin estar com ele foi de ralo a baixo.
- Ah, é só você. – falei e ele colocou a mão no peito se fazendo de ofendido. – Desculpa, não... Não foi isso que eu quis dizer. – falei e dei um meio sorriso para ele. Deixei que Ryan entrasse e fechei a porta.
Esse sumiço do Justin está me matando, eu quero tanto vê-lo, eu quero ele. E se for mesmo verdade o que ele disse, que a Caitlin que o beijou. Eu já pensei várias vezes nisso, mas porque raios ele não afastou ela?
- Vamos? – Ryan perguntou e eu mordi a minha bochecha.
- Vamos! – apenas Jillian respondeu. Eu não estou com a mínima vontade de sair, e não vou mudar minha expressão facial de desgosto por saber que eles estão me forçando a uma coisa que eu não quero.
***
Já no carro, ouvíamos uma música bem baixinho, eu estava jogada no banco traseiro, enquanto Jillian cantarolava a música e Ryan batucava os dedos no volante ao ritmo da mesma.
Olhei pela janela e vi que estávamos em uma vizinhança bem afastada da cidade, um lugar bem calmo e familiar, eu adoraria morar aqui.
- O que estamos fazendo aqui? – perguntei.
- Vamos visitar um amigo, mas é bem rápido, não se preocupe. – Ryan disse e eu revirei os olhos.
- Porque eu tive que vir? – perguntei.
- Candice, cala a boquinha amiga, você está tão chatinha. – Jillian disse e logo riu, revirei os olhos.
- Vai a merda, Jillian Lee. – falei e ela me mandou um beijo.
“Eu... Eu te amo Candice, eu te amo como nunca amei ninguém, por favor, acredita em mim, eu te amo.”
Oh, não, de novo não...
As palavras de Justin vinham a minha cabeça novamente, todos os dias eu me lembro dele dizendo me amar, a noite é pior ainda. Sempre que me lembro disso, meus olhos começam a arder, eu começo a querer chorar, e isso é uma merda, porque agora eu estou com Jillian e Ryan, e não quero chorar com eles dois por perto.
Mas é impossível, sempre que me lembro do Justin eu choro. Eu o amo, e quando você ama alguém, tudo relacionado a essa pessoa te transmite sentimentos. E agora, eu estou sentindo dor, dor por não tê-lo comigo, dor por ele ter feito o que fez.
- Chegamos. – Ryan disse e eu me distrai, fechei meus olhos e respirei fundo para a vontade de chorar passar.
Olhei para a casa, e nossa, é tão linda. Senti um arrepio pelo meu corpo e estremeci, meu coração começou a bater bem forte. O que está acontecendo comigo?
- Não estou me sentindo muito bem, posso ficar aqui no carro? – perguntei.
- O que você tem? É CLARO QUE NÃO PODE FICAR AQUI. – Jillian disse e eu arregalei os olhos. – Desculpa, é... É que, ai Cady, por favor, vamos comigo. – implorou.
- Jillian, não estou muito bem. – falei.
- O que está sentindo? – perguntou.
- Eu não sei o que é, uma sensação que eu não consigo decifrar se é boa ou ruim. – falei. Jillian abriu um sorriso e acariciou minha bochecha.
- É boa, com certeza é. – falou decidida.
Respirei fundo, fechei os meus olhos e encarei o rosto de Jillian, dei um sorriso pequeno e ela retribui com um maior.
- Vamos? – perguntou.
- Vamos. – falei baixo.
Saímos do carro, Jillian estava de mãos dadas comigo, Ryan estava olhando algo no carro.
Jillian tocou a campainha.
- Amor, venha aqui por favor. – Ryan pediu. Jillian olhou para mim, deu um sorriso e saiu do meu lado, foi até Ryan e os dois entraram no carro, logo o carro começou a se movimentar e eu arregalei os meus olhos.
- JILLIAN! – gritei e já era tarde. Andei rápido até o lindo gramado da casa e vi o carro do Ryan virando a rua.
- Mas que MERDA! – gritei irritadiça. – ONDE É QUE EU ESTOU? – perguntei alto.
- Você está na sua casa. – ouvir aquela voz me acalmou na mesma hora, é ele, é o meu homem.
Me virei para Justin e lá estava ele, com um sorriso enorme no rosto.
- Oi amor, demorei? – perguntou. Na mesma hora eu fechei a cara e ele virou um pouco o rosto para o lado, Justin caminhou para mais perto de mim e colocou suas mãos em meu rosto.
- Onde é que você estava? – perguntei irritada. – EU FIQUEI TE ESPERANDO, E VOCÊ NÃO APARECIA, JUSTIN! Eu pensei que tinha me esquecido. – falei e senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
Gravidez é uma merda, meu hormônios ficam tão descompensados que eu não sei se choro, se sorrio, se fico irritada, ou se fico feliz.
- Você pediu uma prova de amor, e foi isso que eu fiz. – ele disse calmo e aproximou seus lábios da minha têmpora, depositando um beijo na mesma. – Eu nunca irei te esquecer. – disse por fim. Abri um sorriso tão grande e involuntário.
- Vamos entrar na nossa casa? – perguntou. Assenti na mesma hora.
Pareci que tudo que aconteceu desapareceu da minha cabeça, quando estou com ele eu me sinto completa. Não quero ninguém além do Justin. Eu sei que não deveria estar tão fácil desse jeito. Mas e se ele realmente não tiver culpa, eu vou estar perdendo o amor da minha vida por um erro meu.
Justin pegou na minha mão e me levou para dentro da “nossa casa”. Isso é tão diferente, eu sempre quis ter uma casa, mas ele não.
Ele se desfez da cobertura por minha causa. Eu já pedi que nos mudássemos para uma casa, mas Justin nunca concordou com a ideia.
- Quer abrir a porta? – perguntou e eu assenti.
Não conseguia proferir nenhuma palavra, eu estou nervosa, ansiosa, tremula, confusa e também estou louca para beijar o Justin.
Justin me deu passagem para abrir a porta, e assim eu fiz.
A casa é tão acolhedora, nada exagerada como a dos pais dele, não é pequena e nem uma mansão. É a casa dos sonhos, pelo menos dos meus sonhos.
A decoração da casa tem tudo a ver comigo, cores alegres, mas nada extravagante, móveis modernos, sem muita informação. Ele acertou em cheio.
- Foi você quem escolheu tudo? – perguntei.
- Foi. – disse orgulhoso. – O que achou? – agora sua expressão mudou para ansioso.
- Está tudo perfeito! – falei animada.
Me virei para Justin e ele me olhava atento, como eu senti falta dele, de olhar em seus olhos, seu sorriso, suas pintas em seu rosto, os detalhes do seu corpo. Meu Deus, eu o amo tanto!
- Você... Você me ama mesmo? – perguntei.
- Eu te amo como nunca amei ninguém, Candice. – falou e logo sorriu para mim.
 – Você não me traiu com a Caitlin, não é? – perguntei sentindo o nó na minha garganta, minhas lágrimas desceram novamente e ele logo tratou de seca-las.
- É claro que não meu amor. Candice, eu nunca faria isso com você. Eu posso não ser o cara mais confiável do mundo, e até entendo que você não tenha tanta confiança em mim por tudo que eu já fiz, mas eu nunca te trairia, você me mudou Candice, me fez ser um homem melhor. E eu não quero te perder por causa de erros meus. Eu não te trai, e nunca farei isso. – Justin disse e eu sorri para ele.
- Eu confio em você. – confessei. Justin abriu um sorriso tão encantador, que me fez sorrir junto. – Eu te amo mais que tudo, Justin.
Senti as mãos de Justin me puxarem pela cintura, minha grande barriga foi de encontro ao corpo do Justin e enfim senti os lábios dele nos meus. Nosso beijo foi somente desejo, saudade, desespero e principalmente amor.
Cessamos o beijo com vários selinhos.
- Senti a sua falta. – Justin disse. Ele levou suas mãos até a minha barriga e acariciou a mesma. – E senti a sua falta também garotão. Que tal se mexer para o papai? – pediu e Jaden na mesma hora se movimentou. Os chutes dele estão bem mais fortes, agora dói um pouco sempre que ele se mexe, mas mesmo assim continua sempre incrível senti-lo.
- Depois eu te mostro todos os cômodos da casa, e até mesmo o quarto do Jaden, tive que trazer tudo que estava na cobertura para cá. – Justin disse e eu assenti.
- Porque não me mostra agora? Estou curiosa. – falei e ele riu.
- Porque agora eu tenho uma outra surpresa. – Justin avisou e eu senti o meu coração acelerar.
- Que surpresa, Justin Bieber? – perguntei e ele sorriu para mim.
Justin não me respondeu, ele pegou na minha mão e me levou até a cozinha, que por sinal é perfeita, dá até vontade de aprender a cozinhar, só para ficar na cozinha.
Abriu uma porta e logo me deu passagem para passar, é o jardim. Tem um gramado enorme, arvores, flores, um parquinho para o Jaden, e uma piscina. Agora a noite, o jardim está iluminado e tem uma mesa linda arrumada para duas pessoas, com velas e um boque de tulipas vermelhas.
- Eu preparei para nós dois. – Justin disse e me levou até a mesa, me sentou na cadeira e depositou um beijo na minha nuca. Justin pegou o boque e me deu. – Tulipas vermelhas porque representa o amor eterno.
Sorri para ele e cheirei as tulipas. Eu não sei descrever o que estou sentindo, eu estou tão feliz que não consigo dizer nada, eu, eu não sei descrever a minha felicidade extrema, e parece que Jaden está feliz também, pois não para de se mexer.
Justin se ajoelhou ao lado da cadeira onde estou sentada e me fez olhar para ele.
- Ui. – resmunguei pelo chute forte que Jaden me deu, passei as mãos na minha barriga na tentativa de acalma-lo.
- O que foi? – Justin perguntou aparentando estar preocupado.
- Jaden não para de se mexer, e ele chuta forte. – falei e Justin sorriu.
- Ei garotão, você precisa ficar quietinho para o papai poder fazer uma pergunta para a mamãe. – disse e beijou a minha barriga, sorri mas logo reclamei de dor novamente. O toque do Justin só fez com que Jaden chutasse mais ainda.
Parece que não sou a única a depender dos toques do Justin.
- Não está ajudando amor, ele está ficando mais agitado. – falei e Justin gargalhou.
Ficamos nos encarando por alguns segundos, e Justin passava a língua em seus lábios de cinco em cinco segundos, ele está nervoso.
- O que foi? – perguntei e ele sorriu sem desgrudar os lábios.
- Eu quero te fazer um pedido. – falou. Senti o meu coração pulsar mais rápido, minhas mãos começaram a soar e minhas pernas estavam bambas.
- E-então faça. – gaguejei.
- Eu não sei o que falar, porque eu acho que toda essa atitude que eu tive diz mais do que qualquer palavra que eu possa proferir, mas eu vou tentar falar um pouco. – riu e eu sorri. – Eu sou louco por você Candice, não vejo a minha vida sem você, o meu futuro eu só imagino ao seu lado, com o nosso filho. Eu já te disse isso muitas vezes, mas vou dizer novamente... Eu quero ser o melhor para vocês, e eu vou ser. Você mudou a minha vida Cady, me fez ser quem eu sou hoje, e eu me orgulho de quem me tornei. Tudo aconteceu muito rápido, foi por algo que fizemos de maneira irresponsável, mas que hoje é o que temos de mais importante nas nossas vidas, o nosso filho. Eu não me arrependo de nada Candice, eu amo vocês e é com vocês que eu quero estar pelo resto da minha vida. – Justin deu uma pausa e olhou em meus olhos.
Estávamos ainda em contato visual, ele caçou no bolso uma caixinha de veludo e lá de dentro tirou uma aliança de noivado, pude ver os diamantes em formato de coração e as esmeraldas preenchendo o coração. É a coisa mais linda que eu já vi na vida.
Levei uma das minhas mãos a minha boca e arregalei os meus olhos. Não preciso nem dizer o quanto estou chorando, não é?
- Quer se casar comigo?

6 comentários: