segunda-feira, 4 de maio de 2015

A New Life Second Season - Capítulo 3





POV Justin. 

A mensagem fica vindo toda hora em minha mente, não consegui ir atrás de Julie, e eu sei que ela precisa ficar um pouco sozinha, eu conheço a minha filha, e é por isso que não queria que ela soubesse, não agora!

"Sua querida mulherzinha esta comigo, você não sabe quem eu sou Bieber, posso ser qualquer um dos seus inimigos. Só fica ligado, a qualquer momento eu posso fazer o que eu quiser com ela, e não, não tem nada que você possa fazer para salva-la. Eu só quero zoar com a sua cara, e claro, me divertir muito com a sua mulher!"

Mas se esse pau no cu pensa que eu não posso fazer nada, ele esta muito enganado, porque eu vou encontrar a minha mulher, e quando eu à encontrar, mato o filho da puta que fez isso. Só preciso saber quem foi.

POV Susan.

Acordei em um lugar totalmente diferente, minha cabeça doía muito, percebi que tem alguns curativos em minha testa e em outros lugares do meu corpo. 

Tentei abrir os olhos, com muito custo eu consegui. Olhei pela pequena janela que tinha no quarto minúsculo e escuro, e vi que eu não estava mais nos Estados Unidos, não reconhecia o lugar, mas vi que o dia já estava amanhecendo então o fuso horário é muito diferente do que eu estava acostumada nos Estados Unidos. Puta que pariu. Quem foi o filho da puta que me sequestrou? 

E meus pensamentos foram interrompidos pela porta se abrindo. 

- Olá gracinha! - um cara encapuzado disse. 

- Nojento, quem é você? - perguntei e ele riu. 

- Eu só trabalho para ele, e estou aqui para te levar para outro lugar. - ele disse e começou a me desamarrar. - E sem gracinhas, aposto que não vai saber o que fazer porque você não esta mais na América. 

Filhos da puta, estou em outro continente e não sei disso? Como assim? Eu fiquei apagada por tanto tempo?

- Pode me dizer onde estou? - perguntei gentilmente. 

- Esta na Europa. 

- Em que lugar na Europa? - eu perguntei e ele riu revirando os olhos. 

- Amsterdã. 

Fiquei quieta, bom, estou muito longe de casa, muito longe mesmo! Não acredito que isso esta acontecendo. 

Angel e Justin devem estar desesperados, Lily não deve saber ainda, pois esta gravida de 8 meses e acho que não foi a festa de Angel, mas quando ela ficar sabendo, vai pirar. 

- Anda, levante, vou te levar até o seu novo lar. - ele disse sarcástico. 

Me levantei e o brutamonte me pegou pelo braço colocando uma toca em minha cabeça para que eu não veja o caminho e só senti quando ele me jogou para dentro de um carro. 

Senti vontade de chorar, pois aquilo estava sendo assustador demais, até para mim que vivo no meio de mafiosos, meu marido é um. Mas a única coisa que eu mais quero no mundo é ter o meu mafioso por perto, não posso ficar sem Justin e muito menos não acompanhar o crescimento de minha filha. Angel para mim ainda é um bebê, meu bebê gangster. 

Fiquei naquele carro por um tempo bem demorado, eu não sabia por quanto tempo, mas foi bem longo. Senti o carro frear e senti a porta se abrir. 

- Vou tirar isso da sua cabeça, mas nada de gracinha, aja como se estivesse vindo passar umas férias aqui. - o babaca riu. - Se alguém perceber que esta aqui forçada, sua filha morre! 

Sei que Angel sabe muito bem se cuidar, mas acho melhor fazer o que esses babacas mandam.

Saímos do carro, minha visão já estava "liberada", pude ver que eu estava na frente de um condomínio bastante luxuoso, só não entendi o motivo de me trazerem para cá, geralmente os "sequestrados" ficam em um lugar horrível, e esse condomínio não é nada horrível. 

Entramos dentro do condomínio e um outro cara estava falando com a recepcionista, não consegui ouvir o que eles falavam, talvez esse era o plano deles, já que com certeza estava tudo no nome do chefe deles. 

A mulher da recepção entregou as chaves para eles e o que estava comigo segurando meus braços, começou a andar segundo o que saiu da recepção. 

Entramos em um elevador que nos levou ao último andar, onde é uma cobertura muito luxuosa. 

Ainda não entendi porque esse luxo todo. 

- Pode me dizer, porque eu estou aqui? Não era para eu ficar em um daqueles muquifos que geralmente é esconderijos? - perguntei e chegamos em frente a uma porta que foi aberta e me deu a visão de um lindo apartamento luxuoso. 

- Porque o chefe quis assim. - ele me jogou lá dentro e trancou a porta.

Fui até as janelas e, puta que pariu, a altura é enorme, eu nunca que conseguiria fugir dessa porra, e deve ser por isso que é o mais alto que eles escolheram, ou por simplesmente querer ostentar. 

Meus pensamento voltaram para Justin. Logo me vi em lágrimas, eu estava totalmente destruída por dentro, quero meu marido e minha filha, quero meus amigos. Parece que virei uma criancinha de três anos chorando por que não quer ficar na escola no primeiro dia de aula. Mas isso é assustador. É horrível saber que a sua vida esta nas mãos de um indivíduo que é inimigo do seu marido. 

Coisa que eu tenho certeza, isso tem haver com os inimigos de Justin, e eu acho que sei muito bem qual é. 

POV Angel Julie.

Aqui estou eu, tive que pular o muro da casa de meu avô, não queria que ninguém soubesse que eu estava aqui, e muito menos que meu avô perguntasse o motivo para eu estar aqui. Ele já não esta tão bem quanto antes, esta bem velho e eu não quero o preocupar, a saúde dele esta em jogo, e eu sei o quanto ele iria se desesperar - como eu - ao saber que a minha mãe foi sequestrada. 

Estou caminhando até a árvore que a minha mãe me disse, a única coisa que ela queria me dar no meu aniversário são esses diamantes, e bom, é isso que eu vim buscar. Eu não sei o quanto isso vale, mas sei que o valor sentimental é maior que qualquer quantia. 

Procurei pela árvore qualquer vestígios de onde estaria os benditos diamantes.

Fiquei socando o tronco da árvore para ver se achava algum lugar oco e logo o encontrei. Tirei o que não me permitia ver os diamantes e logo avistei uma embalagem vermelha. 

Peguei a mesma e desamarrei o laço que prendia. Assim que desamarrei, joguei o que estava dentro em minhas mãos e lá estavam as preciosas pedras, os cinco pedaços dos diamantes. 

Eu já ouvi meu pai me contar essa história "Os irmãos Clark's" parece até filme, mas não, aconteceu mesmo com meus pais. Isso as vezes parece ser uma loucura.

Voltei o meu pensamento à minha mãe e comecei a chorar novamente. Me sentei encostada na árvore e ali fiquei até amanhecer, chorando pela única pessoa que consegue me fazer demonstrar amor, minha mãe é a pessoa mais importante da minha vida, e eu vou encontra-la. 

[...]

Assim que eu vi a troca de seguranças sendo feitas, me levantei e sai pelo mesmo lugar que entrei. 

Meu avô precisa proteger melhor essa casa, qualquer um entraria aqui. 

Assim que estava voltando para casa andando, um carro parou do meu lado. 

- Quanto é o programa? - o babaca abaixou o vidro me olhando de cima a baixo e perguntando o preço pensando que sou uma garota de programa. 

- Melhor ir andando, não estou de bom humor e se eu quiser estouro a sua cabeça aqui e agora!

- Só se for de prazer. - assim que o babaca disse isso, tirei da minha bolsa a minha arma e apontei para cabeça dele. 

- Isso aqui pode te dar muito prazer, não acha? - disse e ele deu a partida no carro desesperadamente. 

Guardei a arma na bolsa novamente e voltei a andar em direção a minha casa, que não é nem um pouco perto. 

POV Justin. 

Já estava em casa no meu escritório e não consegui dormir, não pensava em outra coisa a não ser em Susan. 

Me lembrei que Julie saiu desesperada da festa e não voltou até agora. 

Melhor eu ligar para ela. 

- Julie, onde esta? - perguntei e ouvi a respiração pesada dela. 

- Indo para casa, estava na casa de meu avô.

- Estou indo te buscar. 

Assim que eu acabei de dizer, ela desligou o celular. 

Me levantei da cadeira e peguei as chaves do carro, eu tenho que me manter calmo para ajudar a minha filha, tenho que me manter firme para ir atrás da minha mulher. 

Entrei na minha Ferrari e fui em direção a casa de Pedro. 

Umas cinco quadras antes da casa de Pedro avistei Julie descansa, com o vestido da festa ainda e com o rosto inchado de tanto chorar. 

Parei o carro e ela entro sem dizer nenhuma palavra. 

Dei a partida no carro e voltei em direção a minha casa. 

- Vamos acha-la! - eu disse colocando um fim no silêncio. Julie somente assentiu com a cabeça. 

- Eu vou matar esse desgraçado! - foram as palavras que ela disse. 

- Preciso que fique calma e firme também, precisamos acha-la, mas de cabeça quente não vamos conseguir muita coisa. - eu disse e ela assentiu. 

- Você não sabe a sede de vingança que estou pai, vou até o inferno atrás da minha mãe. 

Julie se parece muito comigo, muito mesmo, e não digo só na aparência, e sim na sua personalidade, ela é inteira minha, mas quanto esta com Susan, ela deixa esse jeito arrogante, frio e superior de lado e vira a Julie amorosa, gentil e meiga. Julie precisa de Susan, não quero que minha filha fique assim para sempre, e eu também preciso de Susan, preciso muito, não vivo sem ela. 

Cheguei em casa e estacionei o carro no jardim. Julie saiu do carro e entrou na mansão com os sapatos em uma mão e a bolsa na outra. 

Sai do carro e vi que estava chegando mais um. Olhei direito e vi que era o Ryan. 

Puta que pariu, Lily já deve saber de tudo. 

Assim que o carro parou, Lily saiu chorando desesperadamente do carro, veio até a mim e segurou na gola da minha camisa com uma mão e com a outra bateu em meu peito várias vezes. 

- VOCÊ NÃO PODIA TER DEIXADO ISSO ACONTECER. - ela gritava. - SUSAN TEM QUE VOLTAR, EU QUERO A MINHA AMIGA AQUI, EU QUERO ELA! - Lily gritava e batia em meu peito me deixando pior do que eu já estava. 

- Calma amor, você não pode ficar assim. - Ryan disse puxando Lily para perto dele. 

- EU QUERO A MINHA AMIGA RYAN, QUERO SUSAN! - Lilian gritou mais uma vez e eu fiquei olhando o desespero dela sem saber o que fazer. 

- Eu vou traze-la de volta, eu prometo Lilian. - foram as únicas palavras que consegui dizer. 

- Por favor Justin. - ela veio até a mim e segurou com as duas mãos na gola da minha camisa. - Traga a minha amiga para mim, eu preciso dela. 

Fechei meus olhos, não estava mais conseguindo olhar para Lilian daquele jeito, não queria que ela perdesse a criança ali na minha frente pelo desespero que ela estava tendo. 

- Fica calma Lilian, acalme-se. - Ryan disse puxando ela novamente. 

Lily enterrou sua cabeça no pescoço de Ryan e desabou a chorar mais ainda, se é que é possível. 

Ouvi a porta se abrir e Julie veio até nós já com outra roupa. 

- Tia, você precisa ficar calma, não vamos desistir de procurar a minha mãe. - Julie disse e eu fiquei impressionado com a força de vontade e a calma que ela estava. 

Julie me surpreende cada vez mais, pensei que ela fosse ficar acabada por mais tempo, mas não, ela esta mais do que decidida a achar a mãe e isso faz com que ela tire forças de onde não tem, como eu estou fazendo. Não esta sendo nada fácil para mim não ter notícias da minha mulher, mas eu estou tentando me manter firme por ela. 

Julie me olhou e me deu um sorriso na tentativa de me confortar, e ali eu vi que eu precisava dela, precisava da minha filha mais do que nunca. 


Continua...

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