"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
Atlanta, GA - Estados Unidos.
9 de março de 2016.
Candice Hughes's P.O.V
Nessa semana que passou, eu não tive nenhum contato com o Justin. Parece até que nem nos conhecemos. As vezes o Ryan vem até aqui por causa da Jillian, mas não me permito perguntar pelo Justin. Acho que se ele quisesse me ver, ele viria até aqui ou pegaria o meu número com alguém. Afinal todos os meninos pediram o meu número, menos o Justin.
Vou confessar que eu estou com saudade dele. Merda!
Até mesmo na faculdade ele me persegue, quero dizer... Até mesmo na faculdade eu me distraiu por ficar pensando nele. Justin Bieber deveria ser considerado como droga, porque eu estou viciada nele. Mas talvez ele realmente seja uma droga para mim.
Me levantei da minha cama e o meu celular começou a tocar. Abby Maclaine.
- Oi, Abby. - falei caminhando até o meu closet.
- Só liguei para confirmar se vamos mesmo nos encontrar para você me ajudar com a matéria de práticas clínicas. - perguntou.
Ontem eu marquei com a Abby de nos encontrarmos para eu ajuda-la com a matéria.
- Vou sim, só vou passar em algum lugar para tomar café da manhã, hoje Jillian não durmiu em casa.
- Ok, te espero na biblioteca então.
- Até logo, Abby.
Desliguei e terminei de escolher a minha roupa. Assim que escolhei, fui para o banheiro e tomei um banho rápido.
Me arrumei, passei uma maquiagem básica e logo eu estava pronta.
Vocês devem se perguntar como eu consigo dinheiro para pagar luz, água, aluguel, roupas, e tudo que consumo. Bom, eu tenho pais - óbvio - e eles me bancam, mesmo eu não morando com eles. Não que eu goste, não vejo a hora de me tornar independente e passar a não precisar da ajuda dos meus pais. Mas enquanto eu estou na faculdade, preciso focar somente no meu estudo. E eu também ganho um salário mínimo fazendo alguns estágios.
Sai de casa e peguei um táxi. Fui até a cafeteria que sempre vou, já conheço até os atendentes da mesma.
Sai do táxi e paguei pela corrida. Entrei na cafeteria e os sininhos que ficam perto da porta soaram assim que eu entrei, como acontece com qualquer pessoa que entra na cafeteria.
- Olá Cady! - Hanna, uma das atendentes disse.
- Oi, Hanna, vou querer o de sempre! - falei e me sentei na mesa de costume.
- Já trago para você! - ela respondeu e se dirigiu para trás da porta que fica atrás do balcão.
Fiquei olhando a rua pela janela e o sino da porta soou. Olhei para mesma e me engasguei com o que vi. Logo todos que estavam no local me olhou, até mesmo ele.
Justin sorriu ao me ver e se aproximou de mim.
- Posso me sentar com você? - perguntou com o sorriso mais lindo no rosto.
Pensei em dizer não, mas com um sorriso desse não tem como negar nada.
Claro, senta ai! - eu disse e assim ele fez.
- Aqui esta o seu pedido Cady. - Hanna disse colocando meu capuccino cremoso e o meu pedaço de torta de chocolate na minha frente. - Deseja algo? - ela se referiu a Justin que assentiu.
- Quero um capuccino cremoso e dois pedaços de torta de morango para a viagem. - disse e Hanna anotava tudo em seu caderninho.
Enquanto ele falava, meu olhar estava direcionado a ele.
Como assim uma pessoa some por uma semana, e ai você a encontra por acaso e ela age como se mante-se contato com você todos os dias. Justin não é tão certo da cabeça.
Hanna se afastou e Justin me olhou.
- Nunca mais te vi, você sumiu. - ele disse e eu ri debochada, mas acho que ele não percebeu.
- Você que não me procurou. - tomei um pouco do meu capuccino.
- Estive ocupado com a faculdade e a empresa. - ele disse e eu arqueei uma das minhas sobrancelhas.
Então ele trabalha? Bom saber.
- Se não estivesse me procuraria? - perguntei.
- Esta gostoso? - perguntou se referindo ao capuccino e também para mudar de assunto. Com certeza ele não me procuraria.
- Sim. Sabe de uma coisa?
- O que? - ele perguntou e Hanna chegou com o pedido dele.
- Querem mais alguma coisa? - Hanna perguntou.
- Não Hanna, obrigada. - sorri meigamente para ela que retribuiu o sorriso.
Voltei meu olhar para Justin que esperava pela minha resposta.
- Eu não sei de nada sobre você, por exemplo, eu não sabia que você trabalha. - respondi e ele riu.
- Também não sei de nada sobre você, Candice. Acho que temos que reverter essa situação. - ele disse e eu concordei.
- Me fale de você. - pedi.
- O que exatamente você quer saber?
- Tudo, como por exemplo, que curso faz na faculdade, onde mora, com quem mora, no que trabalha, seu time preferido, sua música preferida, filme preferido, essas coisas... - falei e Justin gargalhou.
- Bom... Curso administração pois meu pai tem uma empresa e que logo será minha, e eu trabalho na empresa. Moro em Midtown, e sozinho. Meu time preferido é o Lakers. Minha música preferida é... na verdade eu não tenho nenhuma música preferida, gosto de muitas, a mesma coisa com filmes. - me respondeu tudo que perguntei. - E você?
- Eu curso psicologia, já estou no último período, não trabalho ainda, mas já tenho alguns "clientes" por causa dos estágios, estou começando a construir o meu consultório. Moro com a Jillian em Buckhead. Não curto essas coisas de times. Minha música preferida é "Who You Are" da Jessie J, e meu filme preferido é "Como Se Fosse a Primeira Vez".
- Psicologa, isso é bem a sua cara. Mesmo que você tenha se descontrolado pisando nas pobres notas que jogou no chão, elas não tinham culpa de nada. - ele disse e gargalhou.
- As vezes não consigo me controlar, mas você me tirou do sério. - revirei os olhos e ele riu ainda mais.
- Você é hilária, babe - Justin disse e rimos. - Quer sair comigo amanhã?
- Eu adoraria. - sorri.
- A gente se encontra em frente ao shopping, as nove horas da noite. - piscou para mim.
Sorri para ele e abaixei o meu olhar timidamente.
- Então, eu vou ter que ir embora. - ele disse e se levantou. Me levantei junto.
- Tudo bem, nos vemos amanhã? - perguntei.
- Claro. Me de o seu número de celular, qualquer coisa eu te ligo. - pediu ele tirando o celular do bolso e me entregando para que eu anotasse o meu número no mesmo. Fiz o mesmo.
Enquanto ele salvava o seu próprio número no meu celular, fiquei o admirando. Justin definitivamente é o cara mais lindo que eu já vi em toda a minha vida, seu olhar intimidador, seu sorriso encantador, a forma como ele morde o lábio inferior quando esta envergonhado, sem contar que quando ele quer, vira a pessoa mais amorosa e carinhosa que existe. Mas eu sei que nem tudo é um mar de rosas, Justin também tem seu temperamento, e com a mesma facilidade que ele consegue ser gentil ele também consegue ser um imbecil.
Confesso que amei esse reencontro, acho que se não fosse por isso, nunca mais nos falaríamos. Talvez eu esteja exagerando, já que a minha melhor amiga esta namorando encubadamente o melhor amigo dele. Acho que definitivamente eu estou exagerando.
Nos despedimos com beijos na bochecha. Justin saiu da cafeteria deixando o dinheiro para pagar o seu pedido em cima da mesa.
Peguei o dinheiro que ele deixou e me dirigi até o caixa da cafeteria para pagar a nossa conta. Assim que sai da cafeteria avistei um táxi e acenei para o mesmo.
Pedi que o motorista me levasse até a biblioteca.
Justin Bieber's P.O.V.
Não estava esperando reencontrar a Candice, não mesmo. Mas até que foi produtiva a nossa conversa. Eu realmente estou disposto a ter uma amizade com ela. Candice é divertida, simpática, carismática, e sem contar que é linda. Os olhos dela... meu Deus! São os mais belos olhos que já vi.
Assim que cheguei na minha cobertura, coloquei os pedaços da torta embrulhados na bancada da cozinha e fui em direção ao meu quarto. Tirei a minha camisa e a minha calça ficando apenas de cueca e voltei para cozinha.
Sim, eu tenho uma mania de andar só de cueca pela casa. Me sinto mais confortável, e a casa é minha, então ninguém tem nada a ver com isso.
Me sentei no sofá e peguei o controle da televisão. Já esta para começar o jogo do Lakers. Coloquei no canal que vai passar o jogo e levantei para ir fazer pipoca.
Estava me dirigindo a cozinha, até que a campainha soou. Dei meia volta para ir até a porta de entrada. Assim que abri a porta dei de cara com a baixinha mais linda do mundo, minha mãe.
- Oi meu filho! - dona Pettie disse e agarrou a minha cintura em um abraço.
- Oi, mãe! - respondi a pegando no colo arrancando risadas e gritinhos da mesma me pedindo para coloca-la no chão novamente.
Obedeci e a coloquei no chão.
- A que devo a honra de sua ilustre visita? - disse fechando a porta e indo até a cozinha com a minha mãe me seguindo.
- Saudade. - ela disse e sorriu. - Você vai pegar um resfriado andando apenas de cueca pela casa.
Começou a dona Pattie com seus sermões de mãe.
- Fique tranquila, faço isso todos os dias, e olha só, estou inteiro e sem nenhum resfriado. - sorri para ela que estreitou os olhos para mim.
- E como esta a Caitlin? Pensei que ela fosse estar aqui. Ela sempre vem nos finais de semana, não é? - me encheu de perguntas.
- Ela esta ocupada, disse que não poderia vir. Não a vejo desde o final de semana retrasado. - disse colocando a pipoca no microondas. - respondi ligando o mesmo.
- Você ainda... - deixou a fala no ar, mas eu sei muito bem do que ela esta falando.
Minha mãe sabe de tudo sobre mim, e até mesmo que traio Caitlin. Mas ela não me julga, diz que a vida é minha e que eu faço o que eu quiser, mas não deixa de dar conselhos.
- Sim mãe, ainda fico com outras. - respondi tirando a pipoca do microondas assim que o mesmo apitou.
- Meu filho, você ainda vai ter que arcar com muitas consequências com seus atos. Escute-me, você precisa pensar bem no que esta fazendo. - ela disse com a voz mais doce do mundo.
Suspirei.
- Eu não consigo mãe, já falamos sobre isso. - respondi e fui para sala, minha baixinha veio atrás de mim e se sentou ao meu lado no sofá.
- Caitlin é uma ótima menina. - minha mãe disse.
- Mãe...
Não gosto quando ela fica falando dessa forma, me sinto culpado por tudo que faço, mais do que eu já me sinto.
- Porque não termina logo com ela? - meu Deus, ela realmente quer falar sobre isso?
Olhei para ela, mas não disse nada.
- Só dei uma sugestão. - disse levantando as mãos se rendendo.
- Mas e você dona Pattie, como estão as coisas com o meu pai? - perguntei mudando de assunto.
- Esta tudo bem meu anjo, seus irmãos estão me deixando de cabelo branco. - rimos.
- Estou com saudade deles. - ofereci pipoca a minha mãe que pegou.
- Eles estão enormes e bagunceiros. - ela disse e riu.
- Qualquer dia desses eu vou ir vê-los.
- Vai sim meu filho, eles irão adorar! - ela disse a apoiou a cabeça no meu ombro.
Enchi a minha boca de pipoca e prestei atenção no jogo que acabou de começar.


perfeito... TO Amando continuaaaa!!
ResponderExcluircontinua flor <3
ResponderExcluirLaura