
“O amor é como fogo: para que dure é preciso alimentá-lo.”
Justin colocou as minhas malas em um quarto de hospedes, o que não me surpreendeu. Eu já sabia que não ficaríamos no mesmo quarto, e é até bom. Mentira. Quem eu estou querendo enganar? O que eu queria mesmo, era ficar ao lado dele, mas eu realmente não me surpreendi porque é o mais provável ficarmos em quartos separados diante da situação que estamos.
- Os seus remédios e vitaminas estão em cima da sua cama. – avisou indo em direção a porta.
- Obrigada. – agradeci e ele sorriu.
- Estou te esperando na sala para comermos algo, se quiser tomar banho, use o banheiro do meu quarto, o seu está com problemas no encanamento. Não se preocupe, amanhã mesmo irei pedir para um encanador consertar. – avisou e eu assenti.
Fiquei me perguntando o motivo de ter que usar o banheiro do quarto dele, afinal, tem outro banheiro social.
Dei de ombro e peguei as minhas malas que estavam no closet, abri uma das malas e tirei de lá uma camisola de seda azul royal. Foi a primeira coisa que eu vi, e não é muito transparente e nem decotada.
Peguei minha roupa intima e caminhei pelo corredor na tentativa de achar o quarto do Justin. A última porta. Porque sempre a última porta?
Entrei no quarto e abri a primeira porta. Dei de cara com o closet dele. Uma curiosidade enorme me consumiu, entrei no closet e olhei tudo. Parei meus olhos em um porta retrato que esta caído, me dirigi até o mesmo. Peguei o mesmo em minhas mãos e vi que é uma foto do Justin e da Caitlin. O sorriso dos dois eram cativantes. Uma dor enorme me consumiu e eu fiquei olhando o porta retrato.
- O que está fazendo? – ouvi a voz do Justin e levei um susto deixando o porta retrado de lado como estava.
- Me desculpe, eu estava procurando o banheiro e achei o closet e... – falei rápido sem respirar e por fim dei um suspiro longo. - Me desculpe. – pedi.
- Está tudo bem, Candice. O banheiro é na outra porta. – informou um pouco rude e eu assenti saindo do closet.
Entrei no banheiro, tranquei a porta e encostei a minha costas na mesma fechando os meus olhos. Ele não tinha que ter entrado no closet justo naquela hora. Agora ele realmente deve me achar uma intrometida.
Me despi e entrei de baixo do chuveiro, não estava afim de esperar a banheira encher.
Justin Bieber’s P.O.V.
Encerrei a minha ligação com o atendente da pizzaria, e fui em direção ao meu quarto para tirar a blusa e o meu relógio. Apesar de muitos defeitos, eu não sou bagunceiro. Gosto das minhas coisas no seu devido lugar.
Assim que abri a porta do meu closet, vi Candice com um porta retrato nas mãos.
- O que está fazendo? – perguntei um pouco furioso. Não gosto que mexam nas minhas coisas sem a minha permissão.
- Me desculpe, eu estava procurando o banheiro e achei o closet e... – ela falava tudo muito rápido, não entendi nada. Candice suspirou. – Me desculpe. – pediu.
- Está tudo bem, Candice. O banheiro é na outra porta. – disse um pouco rude, não que eu queira ser rude com ela, mas isso realmente me incomodou um pouco. Esta ai um dos primeiros “sintomas” de morar com uma pessoa. Sua privacidade nunca mais é a mesma, e de fato é como se sua vida pessoal ficasse exposta para a pessoa com quem está “vivendo”.
Candice assentiu e saiu do closet.
Caminhei até onde ela estava e peguei o porta retrato, é a foto que eu e Caitlin tiramos no dia em que eu fiz uma surpresa para ela em um parque um pouco isolado. Foi um dos melhores dias que passamos juntos.
Fechei os meus olhos tentando lembrar de tudo que aconteceu naquele dia, e o meu coração se apertou. Eu sei que estou com saudade da Caitlin, ainda mais agora que sei que não vamos mais nos ver.
Não sei se consigo me acostumar com isso.
Voltei para sala depois que acabei de fazer o que fui fazer no closet. Me sentei no sofá e liguei a televisão no canal de esportes.
Candice Hughes’s P.O.V
Terminei o meu banho rápido, coloquei o meu conjunto de lingerie e sai do quarto do Justin, fui em direção a sala e ele estava vendo televisão. Assim que o olhar do Justin voltou para mim, ele arregalou os olhos e me mandou um sorriso malicioso. Balancei a minha cabeça negando o ato dele e ri.
Caminhei até ele e me sentei ao seu lado. Olhei no meu celular a hora e já era uma hora da manhã.
- Eu pedi pizza. – avisou e eu assenti.
- Estou com fome mesmo. – falei e ele riu.
Justin voltou a prestar atenção no jogo e eu peguei o meu celular para atualizar as minhas redes sociais. Logo o barulho da campainha soou.
- Pode deixar que eu atendo. – falei e ele assentiu.
Me levantei do sofá e Justin me deu um tapa na bunda, olhei semicerrando os meus olhos e ele jogou a cabeça para trás mordendo o lábio inferior. Como esse homem é gostoso, meu Deus!
Me dirigi até a porta e abri a mesma, o entregador da pizza ficou me olhando de cima a baixo, cocei a minha garganta e ele olhou para mim.
- A-aqui está a pizza. – disse e sorriu mordendo o lábio inferior.
- Obrigada. – agradeci pegando a mesma. – Já volto com o seu dinheiro. – dei as costas para ele indo em direção ao Justin. Deixei a pizza na mesa de centro da sala.
- Justi... – fui interrompida pelo entregador.
- SE QUISER ME DAR O NÚMERO DO SEU CELULAR EU AGRADEÇO. – o entregador gritou.
Fiquei sem saber o que falar, Justin me olhou com o maxilar travado e as sobrancelhas arqueadas. Só vi quando ele levantou do sofá e foi em direção a porta. Mas que merda, para que isso tudo? Era só eu não dar o meu número. Mas também não vejo problema nenhum em dar o meu número ao entregador, até porque eu e o Justin não temos nada, infelizmente.
Corri para acompanhar o Justin e segurei em seu braço assim que ele parou na porta.
- Você quer o número do celular da minha mulher, é? – Justin disse debochado. Como assim “minha mulher”?
- Me-me desculpe, senhor. Eu não sabia... – o entregador disse aparentemente assustado.
- Toma essa merda de dinheiro e some daqui! Seu marica. – Justin disse e jogou o dinheiro no rosto do entregador e bateu a porta na cara do mesmo.
Eu olhava tudo boquiaberta. Mais uma vez eu digo: eu não entendo o Justin. Ele é totalmente imprevisível.
- Pode me explicar o que foi isso? Já é a segunda vez Justin, a primeira com o Jason e a segunda agora. – disse olhando para ele que já estava sentado no sofá comendo um pedaço de pizza, como se nada tivesse acontecido.
- Não gostei da forma como ele falou com você. – ele disse normalmente.
- Porque esse ciúme todo comigo? – perguntei caminhando até ele e me sentei ao seu lado pegando um pedaço de pizza.
- Já disse que não é ciúme. Só estou cuidando do que é meu. – ele disse e meu coração acelerou.
- Não sou sua. – disse baixo e ele me olhou.
- Meu filho é, e ele está dentro de você. Então, consequentemente você é minha. – ele disse e eu não entendi nada. Que teoria é essa? Aposto que nem ele sabe o que disse.
- Nossa, você é péssimo para arrumar argumentos. – falei e ele riu assentindo.
- Come e fique quieta. – ele disse e eu gargalhei.
- Você é um chato. – disse esbarrando o meu ombro no braço dele arrancando uma risada gostosa do Justin.
- Você também é, então estamos quites. – ele disse e eu revirei os olhos.
***
Terminamos de comer a pizza e limpamos tudo. Justin é bem organizado, pelo menos isso.
Voltamos para o sofá e ele se sentou no mesmo me deitei apoiando a cabeça no colo dele e o Justin riu.
- Abusada mesmo né?
- Ué, não posso fazer nada se estou cansada. – falei e ele balançou a cabeça rindo.
Ficamos em silencio, fechei meus olhos e respirei fundo. Senti uma das mãos do Justin em minha coxa, e a outra acariciando os fios do meu cabelo. Rapidamente abri os meus olhos e o olhei.
- Eu gosto quando você fica assim. – falei espontaneamente.
- Assim como? – perguntou olhando em meus olhos.
- Carinhoso, atencioso. – falei e ele sorriu.
- Então quer dizer que eu sou grosseiro e ignorante? – perguntou e eu gargalhei.
- Não, quer dizer, as vezes você é. – falei e ele arqueou a sobrancelha como se estivesse ofendido. Ri.
- Quando eu fui assim com você? – ele perguntou e eu mordi minha bochecha.
- Lembra no motel? Você me tratou daquela forma grotesca e ignorante. – falei fazendo careta e ele riu.
- Foi a primeira vez que eu acordei com uma mulher diferente. Você é a única mulher que eu transei que dormiu comigo. – confessou e eu arqueei as minhas sobrancelhas.
- Devo me sentir honrada? – perguntei sendo sarcástica.
- Muito! – ele respondeu da mesma forma. Começamos a rir.
Parei de rir pela vontade de bocejar que me deu, coloquei a minha mão na minha boca e bocejei.
- Acho que vou dormir. – falei e Justin negou.
- Não vai não, você vai ficar aqui. – disse me abraçando forte e eu ri.
- É sério, estou com sono. – avisei e ele não me largou. – Ok, então eu durmo aqui. – falei e ele riu dando de ombro.
Justin se endireitou no sofá e se deitou atrás de mim me abraçando pela cintura. O sono estava me consumindo, e a última coisa que senti foi o beijo que Justin me deu no ombro, e as caricias que ele estava fazendo na minha barriga. Sorri com a atitude dele e fechei meus olhos sentindo o cansaço me dominar. Apaguei.
Awwn que lindo to amando o Justin ta muito carinhoso 😍
ResponderExcluirHahahaha que fofa você! ❤️❤️❤️
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ResponderExcluirAWWWN QUE FOFOS AMANDO CONTINUAAAAAAA CURIOSAAAA
ResponderExcluirVou continuar lindona!❤️❤️
Excluirchega de fofura , agora eu quero treta entre cat e a candy , continua flor
ResponderExcluirLaura
kkkkkk vou continuar logo! <3
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