
“Que mérito há em amar os que nos amam?”
Atlanta, GA – Estados Unidos.
17 de maio de 2016 – Sábado.
Candice Hughes’s P.O.V.
Já faz quatro dias que estou morando com o Justin. Nossa convivência está sendo perfeita, ao contrário do que eu pensei ele está bastante atencioso e amoroso. Justin dificilmente me trata de maneira grotesca. Ele parece até outra pessoa, não que antes ele tenha sido horrível comigo, mas é que nossa, ele está muito diferente, muito mesmo.
- Senhorita Candice, eu já vou indo. – a empregada disse e eu sorri para ela.
- Ok Clarie, bom final de semana! – desejei e ela sorriu para mim.
Detesto ficar sozinha nessa cobertura enorme, me sinto excluída do mundo, eu não gosto mesmo de me sentir assim.
Justin só chega em casa ás sete horas da noite, e isso realmente é horrível. Não estou gostando da possibilidade de estar me apegando a companhia dele, porque eu não sei se vai ser sempre essas mil maravilhas.
Fui até a cozinha e resolvi preparar um espaguete à bolonhesa, acho que a única coisa que eu sei fazer na cozinha é espaguete, porque de resto eu sou um desastre. Jillian que gosta de cozinhar, era ela que fazia as refeições no nosso apartamento.
Olhei no relógio e marcava sete e meia da noite. A essa hora o Justin já saiu da empresa. Sorri ao lembrar do Justin.
Comecei a preparar os ingredientes para fazer o espaguete e coloquei o avental para não sujar a minha roupa. Mas um defeito meu na cozinha: Sempre que resolvo cozinhar, tudo vira uma bagunça.
***
Já era onze horas da noite e eu estava extremamente preocupada com o Justin, ele nunca demora para chegar em casa. Já liguei para o celular dele umas vinte vezes, e sempre cai da caixa postal. Eu não sei mais o que fazer. Minha última tentativa é o Ryan.
- Alô? – Ryan disse assim que me atendeu.
- Ryan, é a Candice. – avisei.
- Fala CANDICE! – Sim, o Justin está com ele e aposto que ele só gritou o meu nome para avisar ao Justin que eu estava ligando. Filho da puta! Se eu não conhecesse as reações e expressões das pessoas, poderia até passar despercebido, mas o curso de psicologia me ajuda.
- Ryan, só quero saber se o Justin está bem, diz a ele que estou preocupada. – falei e ele coçou a garganta. “Desliga isso, Ry”, ouvi uma voz feminina e que com certeza não é a Jillian. Que raiva!
Desliguei o celular na cara dele e joguei o meu celular no sofá.
Que raiva do Justin, eu aqui preparando a merda de um jantar para o filho da mãe, toda preocupada, e ele lá, transando com uma vadia. Meu Deus como eu sou tola!
E o Ryan é outro, deixa a Jillian saber disso, ai, ai não quero nem ver o rostinho bonitinho dele cheio de marcas de salto.
Peguei o meu celular e disquei o número da Jillian, que logo me atendeu.
- Candice, aconteceu alguma coisa? – ela me perguntou com voz de sono.
- Aconteceu que o seu namorado e o Justin estão vadiando. – falei irritada e a Jillian ficou em silencio.
- Vadiando? – perguntou como se não estivesse entendendo.
- O Ryan está com outra mulher, Jillian larga de ser lerda! E o Justin está junto. – falei emputecida.
- Ai que coisa, acabei de acordar. E COMO ASSIM O RYAN ESTA COM OUTRA MULHER? – berrou no celular. –EU VOU ACABAR COM ELE!
- Eu já não posso fazer o mesmo com o Justin, mas se eu pudesse, ele estaria morto agora! – falei e travei meu maxilar.
- Deixa o Ryan vim de chamego pro meu lado, eu vou quebrar a cara dele! Como você ficou sabendo disso? – perguntou.
- O Justin não chegou em casa no horário que ele costuma chegar, liguei para o Ryan para saber se eles estavam juntos e acabei ouvindo uma voz feminina falando com ele. – falei e ouvi o gritinho de raiva da Jillian.
- Você não sabe a raiva que eu estou sentindo. Ah mas o Ryan não perde por esperar. – Jillian disse e concordei.
Ficamos em silêncio, a Jillian estava com a respiração acelerada e pesada. Ela realmente está com raiva.
- Eu vou ligar para aquele filho da puta, se ele não me atender eu vou rastrear o celular dele e vou até onde ele está, vou quebrar a cara dele de porrada. Ah o Ryan não sabe com quem se meteu. NINGUÉM CHIFRA JILLIAN LEE E SAI COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO. EU VOU MATAR O RYAN! – Jillian disse e me deu muita vontade de rir, mas eu me contive.
- Faz isso, amanhã eu vou ai no apartamento e você me conta TUDO! – avisei e desliguei o celular.
Deixei o meu celular no sofá e uma tontura me atingiu, minha cabeça rodava sem parar, já estava ficando com falta de ar e ânsia de vomito. Mas isso não é normal, desde que comecei a tomar os remédios os meus enjoos e tontura passaram. O que está acontecendo?
Minha respiração está falhando cada vez mais, começou a me dar calafrios e minhas pernas estavam bambas. Peguei o meu celular e tentei ligar para a Jillian, mas o celular estava ocupado, provavelmente ela está falando com o Ryan. Liguei para o Justin, mas o celular está desligado. Não sabia mais para quem ligar, olhei os números na minha agenda e parei no número do Chaz, chamou e na terceira chamada ele atendeu.
- Alô, Candice? – falou com voz de sono.
- Chaz, por favor, eu preciso da sua ajuda, não estou me sentindo bem. – tossi e puxei o ar tentando respirar melhor.
- Aconteceu algo, onde você está? – perguntou aparentemente preocupado.
- Estou na cobertura do Justin, por favor vem rápido. – pedi e o celular desligou.
Deixei o meu celular de lado e me deitei no sofá tentando me acalmar.
***
Ouvi a campainha soar e me levantei do sofá com um pouco de dificuldade. Caminhei devagar até a porta e abri a mesma. Chaz estava de moletom com o cabelo todo bagunçado e com a respiração descompensada.
- O que aconteceu? – ele perguntou entrando.
- Não estou me sentindo bem, será que pode me levar ao hospital? – disse baixo com a mão na testa.
- Claro, Candice. Mas cadê o Justin? – perguntou e eu fechei os olhos.
- Não está em casa. Vamos Chaz? – perguntei e ele assentiu.
Chaz me segurou pela cintura e me ajudou a sair da cobertura, ele fechou a porta e caminhamos para o elevador.
***
Nesse exato momento eu estou deitada em uma cama de hospital com uma agulha em minha veia. Detesto hospital, detesto tomar soro, detesto agulha. Chaz ficou comigo o tempo inteiro, já são seis horas da manhã e ele ainda está aqui comigo. Coitado, não tem nada a ver com isso e está aqui sem dormir, e ainda fazendo palhaçadas para eu rir. O Chaz é um amigo incrível.
- Por culpa sua, eu vou perder o meu jogo. – ele disse e eu ri.
- Eu sou mais importante que um jogo, Chaz. – falei e ele negou.
- Você é uma chata. – falou e eu gargalhei.
Fiquei rindo das caretas que Chaz estava fazendo e a porta do quarto foi aberta.
- Minha filha, você está bem? – minha mãe entrou desesperada. Como ela ficou sabendo?
- Eu tomei a liberdade e peguei o seu celular para avisar aos outros do seu estado. – Chaz disse e eu ri assentindo.
- Agora estou, foi só uma queda de pressão. – avisei e ela assentiu.
Minha mãe chegou mais perto de mim e beijou a minha testa.
- Obrigada por cuidar dela. – minha mãe disse ao Chaz.
- Bom, acho que já posso ir embora. – Chaz disse e veio até a mim.
Minha mãe se afastou e pegou o celular colocando o mesmo no ouvido. Provavelmente falando com o meu pai.
- Então princesa, se cuida! Não quero que a mãe do meu afilhado fique mal. – ele disse e beijou a minha testa. – Qualquer coisa me liga.
- Pode deixar, obrigada por tudo Chaz. – agradeci e ele sorriu indo em direção a porta.
- Até logo senhora Hughes. – Chaz disse e acenou para minha mãe que acenou para ele com um sorriso no rosto.
Fiquei olhando para minha mãe e ela realmente estava falando com o meu pai. Assim que desligou o celular ela veio até a mim e segurou na minha mão.
- Gostei do seu amigo. – disse e eu ri.
- Ele é bem legal. – falei.
- E o Justin, porque não é ele que está aqui com você? – perguntou e eu mordi a minha bochecha.
Eu sei que o Justin não merece, mas se eu disser para a minha mãe o real motivo, ela vai querer matar ele.
- Ele teve que passar a noite fora por causa do trabalho. Sabe como é né... – falei rápido e ela arqueou a sobrancelha fazendo cara de quem não está acreditando muito.
- Entendi. – disse desconfiada.
A porta se abriu e o Jason entrou pela mesmo. Estranhei mais sorri para ele.
- Pensei que fosse só obstetra. – falei e ele riu.
- Olá para você também senhorita Candice. E eu sou clínico geral, mas especializado em obstetrícia e ginecologia. – ele disse sorrindo.
- Entendi. – sorri e ele se aproximou me examinando.
- Você já está liberada senhorita, mas acho bom não se estressar tanto, não queremos que nada aconteça, não é mesmo? – ele perguntou e eu assenti sorrindo.
- Obrigada Jason. – agradeci e ele tirou os fios que estavam no meu corpo.
- Até logo, Candice. Espero não ter que te encontrar mais no hospital e sim na próxima consulta. – ele disse e eu mordi a minha bochecha.
- Acho que não vamos nos encontrar mais, o Justin não gostou muito e marcou uma consulta com uma médica. – enfatizei o “médica” e Jason gargalhou assentindo.
- Ok, mas espero continuar sabendo da saúde do seu bebê e da sua também. – ele pediu e eu assenti. – Aqui está o meu cartão com o número do meu celular, qualquer coisa me ligue. – Jason me entregou o cartão.
- Pode deixar, eu ligo sim. – falei e ele sorriu.
- Bom, você já pode ir. – falou e saiu do quarto.
Minha mãe, que estava observando tudo no canto do quarto veio até a mim assim que o Jason saiu. Me levantei da cama, e fui até o banheiro trocar de roupa.
***
Minha mãe me deixou em frente ao edifício onde é a cobertura do Justin. Me despedi dela e sai do carro.
***
Abri a porta do apartamento e dei de cara com o Justin só de cueca jogado no sofá. Filho da mãe!
Revirei os meus olhos e bati a porta fazendo um estouro, mas o crápula do Justin nem se moveu.
- Desse jeito você vai quebrar a porta. – ele disse e eu arqueei a sobrancelha.
Ignorei o Justin e fui em direção ao meu quarto. Ouvi passos atrás de mim, mas não olhei para trás. Entrei no quarto e ele me segurou pelo braço me fazendo olha-lo.
- Onde é que você estava? – perguntou e eu gargalhei de ironia.
- Eu Justin? Bom, eu estava no hospital, e você? – falei debochada e puxei o meu braço fazendo ele me largar.
- No hospital? – perguntou engolindo a seco.
- É, enquanto você estava vadiando comendo vadias por ai, eu passei mal e liguei para o Chaz vir me buscar para me levar ao hospital. – falei irritada e ele ficou me olhando.
- Porque não me ligou? – perguntou. Ri, balançando a cabeça.
- E você por algum acaso atende a porra do celular?
- Candice, me-me desculpa. – ele pediu e eu abaixei a cabeça.
- Eu vou tomar banho. – falei e me virei, Justin me puxou pelo braço fazendo o nosso corpo se chocar e me deu um selinho demorado. Me afastei dele e prendi a respiração pelo cheiro de álcool impregnado nele.
- Vá tomar um banho também, Justin. – pedi e ele abaixou a cabeça assentindo.
- Só me desculpa, eu não estava aqui para te ajudar. – pediu e eu cruzei meus braços.
Me afastei mais dele e entrei no banheiro. Fechei a porta do banheiro e me encostei na mesma. Fechei os meus olhos e soltei um suspiro. Minhas lágrimas começaram a cair. Pois é, está sendo como eu pensei que fosse, todos os momentos bons está passando e o Justin se revelando.
Só não sei até quando eu vou aguentar isso.
Ah :/
ResponderExcluir:( triste!
ExcluirAh :/
ResponderExcluir:\
ExcluirCONTINUAAAAAAA ESSE JUSTIN SÓ FAZ BESTEIRA KKKKK TO AMANDO ESSA FIC FLOR CONTINUA LOGO CURIOSA ATÉ DEMAIS !!!! <3 <3
ResponderExcluirVou continuar flor <3 <3 Obrigada gatona!
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